28 de mar de 2015

O Mercador de Livros Malditos (Marcello Simoni) @grupopensamento

Boa tarde caçadores, como estão?

Hoje apresento para vocês um dos meus livros favoritos. É um tipo de livro extremamente instigante, de época e o melhor de tudo, cheio de mistérios. 

“Um livro misterioso.
Um monge assassinado.
Um enigma atemporal.”


Se você ama um jogo de quebra-cabeças, com muitos enigmas a serem desvendados, este livro é o ideal. Não é a toa que o comparam com "O nome da Rosa"pelo fato não somente pelos mistérios mas por ser medieval e utilizar elementos próprios à história datada.


Editora Jangada
Ano: 2012
Classificação do Skoob: 3.7
Classificação: 4 lupinhas

O mercador de livros malditos é literatura italiana, no qual é o primeiro volume da trilogia “O mercador de relíquias”, sendo o segundo volume "A Biblioteca perdida do alquimista" lançado em 2013 e o terceiro volume "O manuscrito nos confins do mundo" lançado em setembro de 2014.

A história se passa na Itália, Espanha e França e são referenciados locais como a Basílica de São Marcos na Veneza, Abadia beneditina de San Michele della Chiusa(entre Turim e Borgonha), igreja de São Lourenço, Santiago de Compostella, etc. 


É quarta-feira de cinzas do ano de 1205. O padre Vivïan de Narbonne é perseguido por um grupo de cavaleiros que utilizam estranhas máscaras. O padre possui um bem muito precioso no qual precisa proteger a todo o custo, mesmo que isso possa significar a sua morte. Ele desapareceu de vista…

Treze anos se passaram sobre este dia tenebroso, em época das cruzadas. O amigo do padre, Ignazio de Toledo um mercador de relíquias, é encarregado de seguir o rastro de um livro raro, o Uter Ventorum(Odre dos Ventos). Diz-se que essa cópia de certos manuscritos persas pode conter o método de evocar os anjos e a sua divina sabedoria. As criaturas sobrenaturais, uma vez invocadas, estariam dispostas a revelar os segredos dos poderes celestes.

E assim se inicia a viagem de Ignazio indo para o mosteiro Santa Maria Del Mare juntamente com seu parceiro Willame sendo recebido pelo atual Abade chamado Raineiro. Este apresenta Uberto, um garoto de 15 anos no qual se torna acompanhante de Ignazio em uma nova jornada e se envolve profundamente na trama.

Os três partem de lá para Veneza onde encontram o Conde Enrico Scalò na basílica de São Marcos, o conde era seu antigo conhecido, um rico patrício amigo do doge e membro do Conselho dos Quarenta. Este releva uma carta que recebeu de um homem...Vivian de Narbonne.

A partir desta carta, começa um jogo para tentar decifrar enigmas deixados pelo suposto Vivian de Narbonne. Será que ele sobreviveu e está escondido? Ou será ele que morreu e alguém está se passando por Narbonne? Estas dúvidas vêm só aumentando a medida que os três aventureiros descobrem que o manuscrito foi desmembrado em quatro partes, escondido cuidadosamente e protegido por meio de intrincados enigmas, com isso vão ligando fatos com pessoas e com objetos nos fazendo desconfiar dos próprios personagens.

“Armaros dorme sob os olhos de Aturnin
Temel está à sombra de uma roseira
Kababel joga xadrez onde o sol não brilha
Amezarak enrola sua cauda no bastão de Jacobus”

E para piorar a situação, uma sociedade secreta chamada Saint-Vehme – no qual está diretamente ligada à perseguição de Vivian de Narbonne – também está atrás destas pistas para encontrar o livro raro Uter Ventorum e passa a perseguir os aventureiros até o decifrar desta trama.

A meu parecer, é um livro que me prende do começo ao fim, uma vez que o leitor tenta entender o que se passa com os personagens desconfiando deles boa parte e também tentando decifrar os códigos que são mostrados durante o enredo. 

Enredo: É uma história muito boa e em vários momentos são referenciados elementos interessantes como o livro Necronomicon (Livro dos nomes Mortos), a imagem de São Cristóvao, - o protetor dos peregrinos no qual diz a historia que antes de se converter ao Cristianismo fora um devorador de homens e no Egito ele é comparado ao Deus da morte Anúbis - a língua moçárabe (significa língua "arabizada"), dentre outros.

Personagens: alguns surgem como surpresa e nem posso conta-los porque não teria graça, mas que estão muito ligados a Ignazio de Toledo. Eu tenho muito a preço por Ignazio, apesar que é um caçador de relíquias fanático e curioso pelo livro raro, mas seu objetivo de busca é mais ligada a um bem maior do que o próprio objeto em si, o que está diretamente ligado a um passado sofrido.

Capa: A ilustração lindíssima, só achei a fonte estranha, porque o "o" é pequeno e "mercador de livros malditos" é grande demais. Poderiam ter deixado mais simples.

Então... já quero ler sua continuação, em breve resenharei as demais! rs.







Deixe sua opinião! Até a próxima! ;)



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