13 de mar de 2015

A chave de Arkne (Gustavo Sylar) @EditoraSeloJovem

Boa noite caçadores, tudo bem?

Tem uma coisa que me prende muito nas minhas leituras, é quando o autor me surpreende assim do nada, quando te faz acreditar em algo e no momento que tudo daria certo, dá ao contrário, e vice-versa, e é baseado neste fato que me leva a gostar tanto de suspense. Claro que tantos autores deste gênero trabalhavam para dar sua cartada legal na escrita, assim como outros simplesmente deixam fluir sem precisar bagunçar o quebra-cabeça da história. Considerei a história de Arkne como uma história de "ação e reação", ela  parece ser do gênero fantástico, mas na verdade é bem realístico partindo do princípio de que nos faz pensar sobre nossas próprias ações do dia-a-dia. Vou explicar o porquê:

Editora: Selo Jovem
Ano: 2014
Classificação no skoob: 4.7
Classificação: 3 lupinhas 

A chave de Arkne se passa nos dias atuais na cidade de São Paulo, Brasil em uma manhã bastante chuvosa, quando começa o dia de Arthur, um garoto de 17 anos de mal com a vida que tinha uma grande empatia pelos que o rodeavam, tantos os seus amigos(nem os considerava de fato) e sua família. De fato o garoto não era nem um pouco sociável e se sentia diferente das outras pessoas, tinha certa repulsa por elas e não via a hora de terminar o 3º ano do ensino médio e viver seu "próprio mundo". Sua mãe Eli, super mãezona e generosa, fazia de tudo para levantar ao alto-astral do garoto, tudo em vão. 

Arthur tem bons amigos, como Felipe e Bia, apesar de não os considerar de fato, com exceção de Areta, uma menina doce e gentil que gostava se estar perto dele o que acabava irritando-o e ao mesmo tempo simpatizando-o.


Na mesma manhã chuvosa, ao retornar para casa depois das aulas, Arthur pega um ônibus super lotado. Bem, é onde tudo começa, quando a vida de Arthur muda drasticamente ao conhecer Carla, uma garota estranha (sua aparência gótica e altamente bizarra chamou bastante atenção do rapaz) que tenta puxar um papo com ele e acaba convidando-o para sair, dizendo que ele é o décimo terceiro, entregando-lhe um numero de telefone caso aceite e vai embora. Arthur vai para casa e fica um tanto confuso com esse interesse da garota bizarra, mas ao mesmo tempo curioso para saber essa história de décimo terceiro.

Arthur decide aceitar e combinam em um pub muito famoso chamado Drink’s, o que ele não esperava ao chegar é que iriam para um cemitério que fica ao lado, ao invés de entrar no Drink’s. Ao adentrarem em uma capelinha, Carla fala a verdade para Arthur do motivo de estarem ali, apresentando Kevin, líder do grupo oculto chamado Clube Ghoe no qual Carla fazia parte. Dentro da capela há outras salas secretas no qual o clube se reúne e descobre que o grupo é composto por 12 pessoas, sendo que ele seria o 13º,, no qual foi convidado a fazer parte para uma missão de impedir uma profecia que possivelmente acabaria com a humanidade.

Arthur fica um tanto intrigado, mas aceita o convite pela promessa que teria poderes ao adentrar ao clube e tudo muda na vida dele a partir de então. Coisas misteriosas e obscuras vem acontecendo no decorrer de seu treinamento inclusive quando descobre coisas sobre si mesmo que nunca imaginaria existir e o quanto pessoas que o amam estariam envolvidos nessa trama, mesmo sem saberem. Gárgulas, demônios, monstros surgem nesse suspense fabuloso, o que horroriza certas partes, até mesmo pessoas comuns, mas malvadas a ponto de cometer tamanhas atrocidades pelo prazer de cometê-las e pelo poder.

A chave de Arkne é um típico livro que te assusta não somente pelas cenas em si, mas por fazer-te analisar o quanto um ser humano é capaz de realizar coisas para obter o que quer, mesmo que vire um mostro para isso. Este livro nos faz pensar na nossa vida, e do limite que ela é. O quanto somos pequenos mas que podemos ser grandes quando quisermos, basta acreditar em nossas virtudes e usa-los para o bem.

Temos a mania de imaginar um mar de flores enquanto o mundo está despencando na nossa cabeça, as vezes só queremos fugir de nossos problemas e recorrer a uma ilusão. Mas a verdade é que tudo só piora quando nos iludimos e que a realidade está aí para isso, para nos despertarmos e seguirmos nossas vidas com esperança, força de vontade, justiça e amor  e sermos felizes.


Análise crítica e classificação:
  
Enredo: 9 - Achei a história muito louca, mas não te prende o tempo todo. Pareceu simples inicialmente contando os detalhes da vida de Arthur até o momento da mudança da trama com as ações do Clube Ghoe. Eu esperei ficar aflita, mas isso não ocorreu, porque não deu tempo, as coisas aconteceram no “pá-pum” e tive que aceitar. O final surpreendente. Não esperava uma “segunda chance” (não vou spoilar,rs). Acho que a história de Arkne poderia ter sido mais explorada e detalhada, como por exemplo, como a pedra de arkne foi parar na terra e a ligação entre elas, sobre que dimensão Arkne fazia parte. 

Personagens: 10 - Ah…os personagens… rs. No começo achei Arthur insuportável, garoto chato demais, mas depois vi sua mudança, e a descoberta sobre si, do motivo dele ser assim, aí simpatizei. Gostei do seu melhor amigo Felipe do começo ao fim, ainda mais com sua imensa coragem mesmo sendo um simples humano, mostrou que tem “poder” quando se trata de ajudar e salvar seus amigos. Na trama surgem outros personagens como os “escolhidos” que achei o máximo a desenvoltura da relação entre eles e claro que odiei os vilões no qual não posso spoilar.

Capa: 5 - Quem vislumbra a capa, não diria que tem bom conteúdo. Não achei bonita.

Diagramação: 8 – o papel é bom e as letras bem ajustadas conforme o andamento da história mas com pequenos erros. É uma leitura boa e não cansa a vista.

Catalogação: 7 - Acho que a classificação seria mais feliz se fosse ficção brasileira, porque apesar de ser suspense, tem vários elementos que conta como fantasia.

Bom, é isso! Espero curtirem a leitura, vale a pena ;)


Até a próxima!






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