24 de mar de 2014

Esquerda Caviar (Rodrigo Constantino)

Esquerda Caviar 
Ed. Record
434 Páginas
Preço sugerido:  R$ 42


O nome, por si, é engraçado. Esquerda caviar. Talvez quem veja o livro não imagine, mas o dentro dela há um retrato – exagerado, às vezes – da figura de militantes da esquerda política, brasileiros ou não.

O autor do livro, Rodrigo Constantino, é colunista da Veja e economista. No livro, ele mostra a hipocrisia de alguns intelectuais, que defendem regimes socialistas, mas que são donos de fortunas, ou amante dos prazeres que só o dinheiro traz.


Exemplos não faltam. Vão de políticos, como Lula, a músicos, como Chico Buarque, ou mesmo atores, como Wagner Moura. Mas não devemos odiar o que eles já fizeram. O autor deixa claro.

"Não devemos confundir a admiração à obra do artista com sua própria pessoa ou suas ideias políticas."

Constantino não é nenhum escritor de mão cheia. Muito menos um acadêmico. Portanto, apesar de ele citar alguns teóricos, o livro é um recorte e opinião de alguns autores com a opinião dele.

E as críticas vão para todos os lados, como para Lei Rouanet (que, como relata Rodrigo, deveria ajudar artistas desconhecidos a começar a carreira, mas permite que Daniel, o cantor sertanejo, possa captar 3 milhões de reais para a sua turnê comemorativa de 30 anos).

Há lampejos de boas sacadas no que o autor escreveu, como nesta citação:

“Todo socialista simplesmente adora dinheiro. [...] O Parlamento da China comunista possui a maior quantidade de bilionários de todos. São mais de 80 ao todo. [...].”

Rodrigo Constantino é irônico. Afirma que a esquerda composta pela elite só defende os pobres por se sentir culpada de ser rica e para pousar de bacana na mídia.  Ele também diz acreditar que a esquerda odeia os Estados Unidos e, entre outra coisa, se paga de pacifista por viver no Brasil.

“Ser pacifista no Sudão é muito perigoso. É bem mais divertido bradar em nome da paz quando a polícia garante sua segurança.”

Em alguns pontos o livro parece ser uma crítica de uma pessoa que mantem uma espécie de ódio mortal por quem se considera de esquerda. Mesmo assim, vale a leitura. Não é um clássico da literatura, mas é um livro para se refletir e se acreditar em muita coisa – e, claro, para refutar muitas outras também.




Antes que me esqueça, a capa é realmente engraçada. É uma foto de uma pessoa sentada, fumando um charuto. O que lembra Fidel Castro – este e sua Ilha muito criticado no livro.

E antes de ir-me daqui, uma frase do livro que diz muita coisa em poucas palavras.

“Como é fácil falar que o capitalismo não presta quando se é milionário!”


Viva la revolución.

Até a próxima!


2 comentários:

Ana Paula disse...

Desconhecia o livro...mas parece ser legal!

Beijo.

Jessica Pinho disse...

Ser conservador ou de esquerda? Eis a questão! :-P

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