13 de jan de 2014

1808 (Laurentino Gomes)

1808
Ed. Planeta
408 Páginas
Preço sugerido: R$ 29,90


Esqueça uma linguagem complexa e acadêmica. Esqueça, também, as aulas de história daquele seu professor chato, que apensas ficava sentado na cadeira lendo textos e mais textos maçantes. Esqueça isso tudo e o que mais lhe incomodar na História.

Em 1808 (2007), Laurentino Gomes relata a chegada da corte portuguesa nas terras tupiniquins, até então colônia de Portugal.  E não é só isso.  Com linguagem acessível a todos e fontes acadêmicas muito bem referenciadas, Gomes nos dá um retrato do Brasil naquela época.


A partir do relato do jornalista, podemos observar que vir para o Brasil não foi uma decisão fácil. D João VI, príncipe regente de Portugal, teve uma difícil escolha. Napoleão Bonaparte, imperador da França, enviou uma mensagem a ele ordenando o rompimento das relações com a Inglaterra (inimiga da França), ou então ele iria invadir Portugal.

D. João VI não as rompe e, em conjunto com os seus ministros e com apoio da Inglaterra, decide fugir. Sob a guarda da marinha britânica, dezenas de navios saem de Portugal no dia 29 de novembro em direção ao local descoberto por Pedro Álvares Cabral três séculos antes. A fuga foi tão apressada que boa parte dos volumes da biblioteca real foi esquecido.
Em 22 de janeiro de 1808, D. João VI chega a Salvador. A partir disso, a história do Brasil muda. As relações comerciais exteriores são autorizadas (num primeiro momento apenas com a Inglaterra), os brasileiros podem abrir os seus próprios negócios, a imprensa é autorizada a circular no Brasil, entre outras mudanças.

O mérito de Laurentino Gomes é contar toda essa história de maneira fácil e gostosa. O autor, que trabalhou em diversas publicações no Brasil, também escreve perfis dos protagonistas dessa época da história do Brasil, como o de D. João VI, um príncipe feio e medroso; e de sua esposa, Carlota Joaquina, louca e obsessiva.

A partir da leitura de 1808 podemos compreender também um pouco da nossa tradição cultural. Já naquela época, a corte era corrupta. O príncipe regente fazia cada vez mais dividas e, mesmo assim, não economizava.  Já no limite dos gastos, D. João VI emprestava dinheiro de brasileiros ricos que, em troca,  ganhavam títulos de nobreza.

Laurentino Gomes também mostra como a escravidão era um dos pilares fundamentais da economia da colônia portuguesa.  Quando a corte chegou, o número de escravo, mulatos, mestiços e forros era de aproximadamente dois terços da população.

Apesar de todos os problemas, a vinda da corte portuguesa ao Brasil foi um marco e chave fundamental para as mudanças. Na imagem e comando de D. João VI, o Brasil pode se manter unificado, e não divido em países menores como a América Espanhola. Além disso, Gomes nos mostra que, em pouco tempo da corte no Brasil, o país avançou e muito, acelerando, dessa forma, a sua própria independência, que viria em 1822, com o filho de D. João VI.


1808 é um livro cativante e bem escrito, indicado para qualquer pessoa que goste de uma boa história e de uma boa literatura. 


Façam boa leitura!

Até!



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