30 de dez de 2013

O complexo de Portnoy (Philip Roth)




O complexo de Portnoy 
Ed. Companhia das Letras
264 Páginas
ISBN: 9788535905892
Preço sugerido: R$ 46

Que todos gostam de rir não há dúvida. É sempre bom soltar uma boa gargalhada, assim como é sempre bom ler um bom livro.

Mas, imagine,  caçador (a):  não seria ótimo ler um bom livro e dar risada ao mesmo tempo? Pois é. É isso que O complexo de Portnoy (1969), de Philiph Roth, proporciona ao leitor.


Um dos grandes clássicos da literatura norte-americana, assim que foi lançado, o livro chamou a atenção de muita gente – e causou muitos problemas.  E você já vai entender o porquê.

A história deste livro deve fugir um pouco de tudo o que você já leu.  Estamos na sala de um psicanalista. No divã está o judeu nova-yorkino Alexander Portnoy, o protagonista do romance.

Apesar de ser advogado já na casa dos 30 anos e ter um emprego na prefeitura de Nova York, Portnoy pode ser considerado um homem infeliz.  E é na infelicidade dele que a história se passa. No divã, Alex relata experiências de sua vida como namoros, masturbação e sexo. Coisas que o faz sentir culpado (ou não).

Durante o seu relato, Portnoy alterna entre o presente e o passado. Sua família é muito citada na história. E não da maneira mais bonita, digamos assim.  Segundo ele, a sua mãe é uma mulher preocupada demais, protetora de mais, dramática e mais, e tudo demais que for possível.

Já seu pai, segundo Alex, é um medroso e sem opinião que sofre por ter o intestino preso.

“Ah, esse pai! Esse pai bondoso, ansioso, obtuso, obstruído! Eternamente obstruído por este nosso Sacro Império Protestante! A autoconfiança e a esperteza, a agressividade e os contatos, tudo aquilo que permitia que os homens louros de olhos azuis de sua geração liderassem, inspirassem, comandassem e, se fosse o caso, oprimissem – disso ele não possuía nem um centésimo de quantidade necessária. Como poderia oprimir? Ele é que era o oprimido.”

No livro, o protagonista também relata os seus relacionamentos. Atenção especial para a mulher que ele chama de Macaca,  por ela ter tido uma experiência, digamos assim, interessante com uma banana.

O livro é engraçadíssimo. Mas há conteúdos inapropriados para menores de 18 anos. Quando foi lançado há mais de 40 anos, causou reboliço na cena da literatura e nos judeus. Naquela época,  alguns rabinos pediram a expulsão do autor, que é judeu, do Judaísmo.

O complexo de Portnoy é, sem dúvida, garantia de boa literatura e de boas risadas.


P.S.: Philip Roth, o autor do livro, é considerado o maior escritor norte-americano vivo. Recentemente Roth anunciou a aposentadoria da literatura.



Até!




2 comentários:

Lucas Gilmar disse...

muito bom kkk beijos
livro-azul.blogspot.com.br
@livroazuis

João Victor disse...

Realmente, Lucas. Leia-o quando puder. Abraço!

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