27 de out de 2013

Ferreira Gullar: o poeta está mais vivo do que nunca



Que me desculpem os outros poetas, e os fãs de outros poetas, mas Ferreira Gullar (nascido José Ribamar Ferreira) é o maior poeta brasileiro vivo. E para algumas pessoas (e eu estou incluso nessa) é o maior poeta de todos os tempos de nosso País.

Mas o post sobre Gullar não é para dizer se ele é o maior ou não. E sim para dizer que, apesar dos 83 anos completos no último dia 10 de setembro, ele está mais vivo do que nunca. Senão na aparência, nos livros, com toda a certeza.

É que a editora José Olympio está relançando toda a obra de Ferreira, que também é crítico de arte, dramaturgo, crítico e ensaísta.  Denominado de “Projeto Gullar”, a iniciativa visa trazer para o público mais jovem a obra deste senhor de cabelos brancos e face simpática, que fundou o movimento da poesia concreta e, depois, rompeu com a mesmo para fundar o neoconcretismo (que abandonou posteriormente).

As reedições foram dividas em três partes. Num primeiro momento, serão lançados livros de poesia. Depois, ensaio e ficção.  E quem ganha com isso somos nós. E o Gullar, que vai ficar m
ais conhecido entre a “galera”.

As novas edições estão realmente muito bonitas.  Até o momento foram relançados os livros:
Na vertigem do dia

A luta corporal


Muitas vozes

















Barulhos

















Dentro da noite veloz

Poema sujo



















Em alguma parte alguma
Ler Ferreira Gullar e ler a poesia brasileira da segunda metade do século 20 em diante.  O autor não se repete nunca. E inova sempre. Prova disso é que, no primeiro livro dele,  A luta corporal, a intenção era desconstruir a linguagem poética – tanto que há poemas (se é que podemos chama-los assim) que são quase impossíveis de se ler.

O poeta também foi militante do Partido Comunista do Brasil (PCB) e por isso, há muito engajamento política em suas obras. Por conta de sua posição política, foi exilado durante a ditadura. Quando estava em Buenos Aires, achou que sua vida acabaria por lá, e escreveu, em 1975,  o poema que é considerado a obra-prima dele: o Poema Sujo.

 Nunca ouviu falar também? Sem problemas. Abaixo vai um vídeo com o próprio autor declamando o início de seu poema.



Parabéns à editora José Olympio pela iniciativa de relançar a obra do autor enquanto ele estava vivo.

E parabéns ao autor por ser quem ele é. Um viva a Ferreira Gullar!

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