23 de set de 2013

O retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde)




O retrato de Dorian Gray
Várias editoras
Preço Sugerido: 14,90


Temos o costume de admirarmos a beleza dos outros, não é mesmo, caçadores? É tão bonito ver aquela pessoa que tem um sorriso belo, um corpo bonito. Melhor ainda se ela for inteligente e simpática.  Há momentos em que, por conta de todas as qualidades que essa pessoa tem, ficamos apaixonados por elas. Ah...tudo por culpa da beleza, que é um fator fundamental em nossas vidas, assumamos nós ou não.

E a beleza é o tema central do único romance escrito pelo irlandês Oscar Wilde (1854-1900). O retrato de Dorian Gray (1891) é, utilizando-se do título, um retrato da alta sociedade inglesa no final do século XIX.


No romance, Dorian Gray é um jovem rico e bonito. Ele não faz absolutamente nada em sua vida. Um chamado dândi (uma espécie de playboy dos dias atuais). Sua beleza causa espanto em todos que o conhecem. Quem mais o elogia é Basil Hallward, um pinto que se encanta profundamente por Gray, dando-nos a impressão de que, em alguns momentos, os dois poderão ter algo a mais além da amizade.

Basil, por conta da sua admiração por Gray, pinta um retrato do mesmo. Quando apresentado as outras pessoas, todos se surpreendem pela semelhança do objeto com o jovem. Basil apresenta a Dorian  o Lord Henry Wotton, um rico senhor que acaba por tornar-se o “mentor” dele.  Ele diz ao jovem que a beleza é fundamental e mais importante do que muitas outras coisas, e que ele, por ser jovem, deve aproveitar o mundo, porque o mundo é todo dele.

(As falas de Lord Henry são repletas de filosofia e existencialismo.  Dá para fazer uma seleção e postar no Facebook.)

Dorian, até então, não era fissurado por si mesmo.  Entretanto, por conta do excesso de elogios que recebe e pela beleza do quadro em que se vê,  reconhece a si como “deus”.  Esse excesso de amor a si próprio faz com que tenha medo de envelhecer. Por isso, Gray acaba dizendo que faria tudo para que quem envelhecesse fosse o quadro em que ele estava retratado  ao invés dele.

A frase soa como uma maldição. Ele permanece jovem durante muito tempo. Enquanto o quadro, não.  Mas essa beleza eterna tem um preço muito alto. Um preço que envolve morte, cobiça, drogas, depressão e medo. Um preço que ele terá de pagar um dia.

O livro é simplesmente genial.  A história, no começo, parece boba e chata. Mas, depois de algumas páginas, nos consome.  O final do livro é surpreendente.  Lembrando, também, que o livro tem muito do autor, já que o mesmo era um dândi e apaixonado pela beleza de si mesmo.  Além de ser muito bonito, o livro nos faz refletir sobre o belo, sobre a vida e sobre o amor.



A edição que eu tenho é de uma coleção lançada Editora Abril, aos moldes dessa ao lado. É super bonitona, vem com o contexto histórico da obra e um resumo da vida do autor no final. Além de vir, também, com um marca página dos moldes antigos, daqueles que ficam no próprio livro. 


Caçadoras e caçadores, vocês não podem deixar de lê-lo. 
E aí, o que acharam?




2 comentários:

Vanilda disse...

Apesar de sempre ouvir falar sobre o Retrato de Dorian Grey, ainda não tive a oportunidade de ler. Mas clássico é clássico e em algum momento pretendo conhecer mais sobre a história desse "seguidor de Narciso".
@VanildaP

João Victor disse...

Com certeza, Vanilda. Você vai ler e se apaixonar, eu garanto!

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