11 de set de 2013

Nocturno de Chile (Roberto Bolaño)





Editora: Anagrama Narrativas Hispánicas.
Numero de paginas:  150
Isbn: 9788433924643



Ao som de Coldplay
Sordel, Sordello ¿que Sordello?

Bom dia cacadores!

Devo confessar que, enquanto lia o livro, sentí vontade de chorar. Não apenas pela beleza do texto, senão porque este foi primeiro livro em espanhol que li depois de um intervalo de dois anos de letras tupiniquins. Ler no idioma nativo é como dançar valsa: não escutas o ritmo,  mas sabes dançar. Avanças sem escutar a musica, mas ao ritmo dela.

Roberto Bolaño é um escritor chileno, reconhecido mais que conhecido no âmbito nacional, que se expressa com notável lucidez. Com raízes do realismo mágico, Bolaño cria, junto a colegas mexicanos o infrarrealismo, movimento literário e social semelhante a Geração Beat, só que muito mais “agressivos” no seu discurso e agir: chegaram a boicotar lançamentos literários por ser  “literariamente corretos”.

Nosso protagonista é o padre Sebastian Urrutia Lacroix, um sacerdote jesuíta, Opus Dei, poeta fracassado  e critico literário da época mais controversial de Chile: o governo de Salvador Allende e a Ditadura. Ele conta sua vida, forma de exercer  a fe, a vida social dos escritores e intelectuais da época: seu amigo e critico literário Farrewell, que converter-se-ia em seu confessor e em momentos, em mentor. A tona saem os grandes do Chile: Pablo Neruda, Nicanor Parra, Pablo de Rokha. Paralelamente, aparece Augusto Pinochet e alguns membros da Junta Nacional de Governo, aos quais, loucamente, tem que dar aulas de marxismo. Seu melhor aluno: O General Pinochet.

O bom:  O relato é fantástico, cheio de reflexões, muda de cenários rapidamente; o que faz ao leitor prestar muitíssima atenção, e nos faz relembrar que estamos lendo um grande da literatura chilena e latino americana. Viaja do absurdo da vida ao axioma inevitável da morte.

O ruim: Não nada de ruim na sua novela. Pelo contrario.

A estética:  Um livro de poucas páginas, com uma capa que dá em cheio com a mensagem do livro. Belo!.

O resgatável:  O relato é comovedor, cheio de poesia, reflexões e consignas sociais; só o fato de estar comentando-o já me estremece. Uma boa porta para se abrir a vasta, sublime e excelente literatura hispano falante; vizinhos quem tem muitíssimo para nos enriquecer.



Tipo de caçada




Espero que possam se aventurar na estrada española. Estou no caminho, caso precisarem de alguma direção.


Daniela Vidal.

2 comentários:

Aline T.K.M. disse...

Adorei! Ainda quero ler Bolaño, principalmente por me interessar por autores latinos e por gostar do realismo mágico. Essa mescla de personalidades desse livro me deixou um tanto curiosa.
Faz muito tempo que quero ler esse autor e também faz tempo desde a última vez que li em espanhol - uma biografia da Frida Kahlo. Saudades de ler no idioma, apesar de que tenho um exemplar com todos os contos do García Márquez em espanhol só esperando para ser devorado hehe.

Um beijo, Livro Lab

Daniela Vidal Ruiz disse...

Aline, não espere mais e submerga-se na literatura de "los hermanos".
Carinhos!

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