7 de ago de 2013

O Sol também se levanta (Ernest Hemingway)



Editora: Civilização Brasileira
Numero de paginas: 266

Ao som de Tchaikovsky

Bom dia Caçadores!


Comprei este livro num sebo, e o  incrível dele é que, além de ser uma edição lindíssima, não tem código de barra. O livro, em si, não pertence a este século, está fora do sistema; irrastreável, anacrônico em sua confecção e comercialização: como nos velhos tempos.

Confesso que tenho uma grande queda pela Geração Perdida, do qual nosso querido Ernest é um dos lideres indiscutíveis. Ao ler O sol também se levanta; é praticamente estar lendo o diário de vida de Hemingway, ou de Jake, o protagonista do nosso livro em questão.

Jake é um aficionado as corridas de touro, que junto aos seus amigos literatos e igualmente boêmios – Robert Cohen, Bill,  Mike e a bela Brett vão experimentando a vida desde uma alta esfera social, a diferencia dos seus colegas da Geração Beat. No relato, Jake nos conta como acontece a vida da alta sociedade, com suas peripécias, amores, desamores, depressões, amizades, lutas,  bom vinho e café.

A certos momentos parece estar vendo o filme Meia Noite em Paris, do mestre do cinema Woody Allen, com luzes de F.Scott e Zelda Fitzgerald nas ruas de Paris e Espanha. Mas vamos a uma analise mais detalhada:

O bom:  O relato é vivo, dinâmico. Digamos que é uma leitura fácil, sem deixar de ser boa, interessante e cheia de reflexões. É ainda mais dinâmica que seu ultra conhecida obra O Velho e o Mar. Contudo, em ambos romances, vai fazendo uma analogia entre a luta desafiante com os animais – touro e peixe respectivamente – e como a vida é simbolizada pela luta constante dos obstáculos.

O ruim: Não consigo ver nada ruim nem entediante na obra.

Estética: Como já mencionei, comprei o livro no sebo. É a primeira edição de 1971, capa dura, correspondente a coleção dos Imortais da Literatura Universal. Simplesmente belíssimo.

O resgatável:  O relato é bom porque é verdadeiro. A camaradagem, o “curtir a vida”, o morbo de presenciar a morte; o fator tragédia são aspectos que se desenham em forma transversal no livro. A vida é uma corrida de touros, na areia tudo se define; matar o touro sem piedade; acostumar-se ao sangue e ao movimento enganador; para salvar a vida, para burlar a morte.



Tipo de caçada:  3


Boa corrida, caçadores

Daniela Vidal

2 comentários:

Aline T.K.M. disse...

Daniela, adorei ver a resenha desse livro por aqui. Há uns meses quase o comprei também num sebo, mas não era uma edição tão bonita como essa, era capa mole e estava bem judiada. Acabei não levando, mas ainda persisto na vontade de ler algo do Hemingway. Paris é uma Festa também está, claro, na minha lista de desejados, além de O Velho e o Mar.

Um beijo, Livro Lab

Daniela Vidal Ruiz disse...

Obrigada Aline!
Sempre é bom ler Hemingway. Aproveito e recomendo também alguma obra de Fitzgerald. Temos uma resenha dele neste mesmo blog.
Abraços e boa leitura!

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