21 de ago de 2013

Feliz Ano Velho (Marcelo Rubens Paiva)


Editora: Objetiva
Numero de paginas:  268
Isbn: 9788573027884
Ao som de The Smiths




Antes de vir  ao Chile, pedi pra uns amigos que curtem uma boa literatura, me indicar bons livros tupiniquins. A lista era enorme, cada qual colocando as joias brasileiras. Somente consegui comprar  Feliz Ano Velho, o único que achei no sebo.

Nunca tinha lido nada do Marcelo Rubens Paiva, e ao fazê-lo agora, posso ver por que mo indicaram.

Sem pseudônimos nem alter ego,  Marcelo relata como foi o acidente que mudou para sempre sua curta vida: cursando Engenharia em SP, no final dos 70’, numa festa com amigos, chapado, teve a brilhante ideia de se jogar numa piscina de meio metro: crasso erro.

Conta como era sua vida universitária, as namoradas/paqueras/amigas, o grupo de rock, as lideranças políticas; as consequências de ser filho de um militante político desaparecido na ditadura, e as consequências que isso trouxe pra a família.
E foi justamente a família, ferida por mais uma tragédia, que dá a forca para o Marcelo ficar firme.

O bom: Caracas!, a cada pagina que lia, sentia que já estava ficando amiga do Marcelo. Era como qualquer um dos meus amigos: universitário, que gosta de boa musica, barzinho, que divide apartamento com amigos, que curte uns becks e que vive de boa com a vida. O relato é cheio de onomatopeias. Nao é cansativo no absoluto.

O ruim: Não chega a ser “ruim”, mas algumas gírias paulistas se fazem incompreensíveis para quem mora fora de SP e mais ainda para estrangeiros.

A estética:  Não entendo a arte da capa, e não porque seja surrealista; senão porque não faz muito sentido. Uma metade de rosto desfocalizado, um cinto de segurança  e a janela de um carro. Não, não entendi.

O resgatável: O bom do livro é que não há lição moral. É uma historia sem autoajuda: apenas o relato de uma tragédia: a vida, como muda, como não temos controle sobre ela. São paginas sem anestesia, sem paliativos: o tempo não volta. É o jeito.

Tipo de caçada: 

Espero que o possam ler, já que é um grande aporte! Quem cita Woody Allen, Kubrick, Dostoievski, Sartre, Kafka entre outros grandes, merece ser lido.

Até um proximo livro


Daniela Vidal Ruiz.


4 comentários:

Marco Antonio disse...

Boa noite,

Li e resenhei esse livro no blog, é um ótimo livro e a capa do meu é bem antiga.....recomendo...parabéns pela resenha e pelo blog.....abraços.

Aline T.K.M. disse...

Tenho vontade de ler o autor há um tempinho já. Mas o que mais curti da resenha e que me fez acreditar que iria gostar muito dessa leitura é o fato de ser desprovida de lições de moral, daquele quê de autoajuda que eu acho insuportável. Prefiro mil vezes leituras mais cruas, como você disse, sem paliativos.

Um beijo, Livro Lab

Daniela Vidal Ruiz disse...

Obrigada!
Que bom que sua capa é mais linda Marco Antonio!, srs. A minha...bem, deixa pra lá! srs é uma baita de livro.

Graças por nos visitar! Um abraço

Daniela Vidal Ruiz disse...

Ain, Aline, vai para o sebo, livraria ou biblioteca e leia-o!, não vai se arrepender no absoluto. O texto é de uma realidade brutal!

Abração e graças por nos visitar! :D

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