19 de ago de 2013

A confissão da leoa (Mia Couto)

A confissão da leoa
Ed. Companhia das Letras
256 Páginas
ISBN: 9788535921632
Preço Sugerido: R$ 39,50

O continente Africano é o berço da humanidade, dizem os cientistas.  Aquela região influenciou o mundo todo. Inclusive aqui, no Brasil. Para formarmos a sociedade que somos hoje, bebemos a religião, a cultura e a comida daqueles povos.

Em seu último livro, o escritor e biólogo Mia Couto nos mostra nos envolve na cultura  e nas lendas da aldeia de Kulumani, região norte de Moçambique.  


Nessa aldeia, leões começam a atacar seres humanos. Por conta disso, Arcanjo Baleiro, experiente caçador, é selecionado para ser o homem responsável por acabar com esses animais que já haviam ceifado 26 vidas.

O livro é narrado em primeira pessoa, mas com duas pessoas. Arcanjo é um dos narradores. Interessante, não? O outro, ou melhor, a outra, é Mariamar, uma mulher reprimida pelo pai e pelos homens da aldeia – assim como todas as outras mulheres.

As pessoas da aldeia são contra o caçador de fora. Elas acreditam na tradição. Que o leão não é apenas um animal. Que o leão pensa e que ele não morrerá na própria morte.

E é com esses narradores e com esses mistérios que a história se passa. O caçador busca os leões, mas também busca a si mesmo. A crise existencial se dá pala forma como o pai morreu e pela paixão pela cunhada, que é enfermeira.

Mariamar é uma mulher que, na história, representa todas as mulheres. Na pequena aldeia, as tradições sobrevivem – e, como a própria personagem diz, as mulheres morrem. Lá, elas são submissas aos maridos.  E quase não existem. 

A história é muito mais do que cultura e lendas. É guerra política e social. E a briga existencial. É luta de animais. Animais chamados homens.

A confissão da leoa é um livro inteligentemente bom.



Capa: 10 – Acho a realmente muito bela. Há uma leoa a parte de cima, misturada em sangue. E abaixo a foto de crianças, aparentemente, em uma aldeia.
Conteúdo:  8 – Ousado. Penso que a escrita do autor é que faz a história valer a pena. Mia está de parabéns, pois, não fosse ele, a história poderia ser uma ficção bestinha.

Curiosidades
·         A ideia para a história surgiu quando Mia Couto foi trabalhar numa região onde estavam acontecendo ataques de leões as pessoas.  No começo do livro há uma breve explicação do autor.
·         Durante a leitura, conhecemos o drama e as histórias das pessoas da aldeia. Mas também conhecemos algumas palavras daquela região.
·         O autor recebeu, neste ano, o Prêmio Camões de Literatura. Olho nele, então!  Mais para a frente, nós, do Caçadora, iremos resenhar mais livros deles para vocês!


Não deixem de ler o livro!

Até a próxima, caçadores.
  



2 comentários:

Criticando por aí - Caroline disse...

João, já li livros nos quais se passavam na África, e eu amei, de verdade. A cultura deles é muito forte e tem muito o que transmitir pra nós!

Beijos,
Caroline
http://criticandoporai.blogspot.com

João Victor disse...

Leia o Mia, então. Vai amar!

Sem contar que ele levou o Camões esse ano. rs

Beijo!

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