9 de ago de 2013

A Casa das Orquídeas ( Lucinda Riley)


Autora: Lucinda Riley

Editora: Novo Conceito
Páginas: 560

Sempre é preciso reconhecer a beleza que o período de títulos e posses teve. Ser dama da sociedade, condessa o algo que o valha, quem nunca viu um sonho de fadas desse? Mas também muitos livros são dedicados a toda sorte de tristezas e peso que essa responsabilidade acarreta. E é exatamente disso que esse livro trata.

Julia conhece a bela mansão de Whaton Park ainda menina, onde seus avós Bill e Elsie moravam e trabalhavam a tantos anos que ela não teria como contar. Bill era o responsável por toda a beleza que as flores traziam à propriedade – fico imaginando como é necessária a vida e a cor que as flores dão para um local cinza e frio como o descrito. Após ter passado por um trauma em sua vida pessoal, já na vida adulta de consagrada pianista, ela se vê novamente no local em que conheceu o piano e o que ele poderia lhe dar.

Ela vê no herdeiro da propriedade alguém para [re]conhecer esse passado, principalmente depois que um diário é encontrado na antiga cabana em que seus avós moravam. Julia vai ser levada pelas memórias da mansão e dos que viveram nela nas últimas décadas. Em todas as vidas que foram transformadas por essa imponente propriedade.

A premissa do livro é ótima, e nunca poderia negar que ele me emocionou, até mesmo fez chorar, quem diria. Mas quanto tempo pra isso! Comecei a leitura três vezes, em intervalos de dois meses. Que suplicio. As duzentas primeiras páginas se arrastam. Vejam bem, entendo a necessidade desse inicio para o livro, mas há que se ter muita força de vontade para ultrapassá-las.

Barreiras vencidas começam outros pequenos entraves na narrativa. Atrasos que eu não gostaria, mas tudo é mais interessante – inclusive pela alternância no período da historia e por ser narrado em terceira e primeira pessoa, sem gerar mais conflitos ao leitor.

Em compensação para a lentidão inicial, as últimas duzentas páginas passam voando. E elas me fizeram querer conhecer mais da autora.

Perguntada se leria a obra novamente, diria que não hoje nem amanhã, mas pelo final valeu a pena. Me irritei muito com a fraqueza dos “homens nobres”, com a passividade das “mulheres fortes” e isso não são coisas que se esquecem com facilidade, para que eu deseje ler novamente ou ainda que deseje não ter conhecido.

Enfim, um livro que me deixou com sentimentos conflitantes. Resta a cada um ler e tirar suas próprias conclusões.




Capa: 10 - De beleza leve e tocante. A parte anterior colorida e a posterior envelhecida sempre me agradaram muito.

Diagramação: 10 – folhas amarelas, excelente espaçamento e tamanho de letras confortável.

Conteúdo: 6 – Por todos os motivos descritos. Já que o livro me causou estranhamento e emoção, em momentos tão distantes.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Obrigada por comentar, Caçador(a)!
Volte Sempre!

Para postar links nos comentários, utilize o espaço correto:
1- Clique em Comentar Como:
2- Selecione a opção Nome/Url
3- Em nome, coloque o seu nome ou nick das redes sociais.
4 - Em Url, coloque o link do seu blog ou página das redes sociais.

Pronto, assim você comenta e ainda coloca os seus dados, sem fazer spam.

Para dúvidas, sugestões ou solicitação de informações, encaminhe email para: c.delivros@gmail.com

Caçadora de Livros. Todos os direitos reservados.©
Design e codificação por Sofisticado Design