21 de jun de 2013

O conto da ilha desconhecida (José Saramago)


* Esta é a segunda resenha da Semana José Saramago, uma parceria da Companhia das Letras e do blog Caçadora de Livros. Ao final da semana, no dia 26 deste mês, três leitores serão premiados com três livros do autor. Para  saber como participar da promoção e obter mais informações, acesse o link:  
                                                         Promoção José Saramago


O conto da ilha desconhecida
Ed. Companhia das Letras
64 Páginas
ISBN: 9788571648494
Preço Sugerido: R$ 33

José Saramago, ao menos para nós, brasileiros, é mais conhecido por seus romances críticos ou históricos. Difícil imaginar que o autor escreve outras coisas, não que ele não seja capaz, mas é que a veia romancista do português é maior que tudo, em minha opinião.
Neste pequeno livro, Saramago cria uma reflexão existencial. Acima de tudo, uma história romântica.  E que história seria essa? Vamos lá.

 Lançado em 1998, O conto da ilha desconhecida um enredo é simples.

 Numa cidade, um rei atende aos pedidos dos moradores. Entretanto, para se falar com ele, é necessário que se bata em uma das três portas do castelo. O rei ouve as batidas na porta, mas, por ser a majestade, não atende de primeira. Ele espera que o primeiro-secretário atenda a porta, que envia o segundo-secretário, que chama o terceiro, que chama o primeiro-ajudante, que manda o segundo, e assim por diante, até chegar na mulher da limpeza.

Ela, após algum tempo, avisa o rei,  que vai até a porta. Ao chegar por lá, encontra um homem que quer um barco para procurar uma ilha desconhecida.

“Que ilha desconhecida, perguntou o rei disfarçando o  riso, como se  tivesse na sua  frente um  louco varrido, dos que  têm a mania das  navegações,  a  quem  não  seria  bom  contrariar  logo  de  entrada, A  ilha  desconhecida, repetiu o homem, Disparate, já não há ilhas desconhecidas, Quem foi que te disse, rei, que já  não  há  ilhas  desconhecidas,  estão  todas  nos  mapas,  Nos  mapas  só  estão  as  ilhas conhecidas, E que ilha desconhecida é essa que queres ir à procura, Se eu to pudesse dizer, então não seria desconhecida”

O homem recebe o sim do rei. E vai até às docas encontrar o barco, que se parece com uma caravela.

Para a surpresa dele, a mulher da limpeza o procura para viajar também. Antes de partirem para a busca da ilha, o homem sai à procura de marujos, mas não encontra ninguém disposto a ajudar na procura pela tal ilha desconhecida.
  
Como fica sozinho com a mulher, admira-a. E ela faz o mesmo com ele. Ambos estão encantados um com o outro, mas a timidez, ou a preocupação em encontrar a tal ilha, faz com que o sentimento não seja exposto.

Animados com a viagem que irá acontece, ambos  despedem-se e vão dormir.

Durante a noite, em meio aos sonhos, o homem e a mulher encontram a ilha desconhecida.
A tal ilha não era um pedaço de terra. E nem precisava ser. A ilha era cada um deles. 



A resenha não pode dizer mais do que isso porque, se o disser, todo o enredo será revelado, e essa não é a intenção. O que posso afirmar é que O conto da ilha desconhecida, apesar de simples, é genial. A  busca que nós, seres humanos, passamos, está bem retratada no pequeno livro.  

Além do mais, a edição é diferente. O livro é de tamanho pequeno, quase um pocket, e conta oito ilustrações de Arthur Luiz Piza. 

E aí, o que acharam? 
Aguardo o comentário de vocês. 

Não se esqueçam:  a promoção continua. Boa sorte!


* A primeira resenha da Semana Especial foi do livro Caim. Você pode conferir ela aqui:           Resenha Caim


Até!







12 comentários:

Adriana Balreira disse...

Não conhecia esse livro do Saramago. Me encantei com a história. Com essa procura de uma ilha desconhecida desse casal. Já estou até imaginando como deve ser a escrita do Saramago para descrever essa procura. Eu adoro essas capas das edições da Cia das Letras. E amei mesmo essa história! Encantada com essa "ilha", que também devo estar procurando e não encontrei.
Beijos
Adriana Balreira
adriana.balreira@gmail.com

Mariana. disse...

Assim como a Adriana disse ali em cima, também me encantei pela história! Se por alguma sorte eu conseguir ganhar essa promoção, já sei um dos livros que irei escolher, rs. Como sempre, ótima resenha, João. Beijos.

(marianaggil@yahoo.com.br)

Marco Hruschka disse...

Saramago seria genial escrevendo até mesmo bula de remédio! Adoro tudo que ele escreve. E "O conto da ilha desconhecida" nos convida a uma viagem para dentro de nós mesmos. Uma ótima reflexão. Aliás, Saramago é especialista em nos fazer pensar. Às vezes, até mesmo uma "simples" frase faz que com fiquemos minutos ou mesmo horas pensando sobre aquilo. Pena que se foi. Eu ainda esperava por mais um livro dele. Abraços.

Email: marcohruschka@hotmail.com

Ana Flávia disse...

Sem palavras para descrever o livro, Saramago é digno de todos os prêmios que ganhou. É incrível a capacidade do autor de usar metáforas para passar a mensagem que deseja. Melhor frase do livro, em minha opinião: "Que é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não nos saímos de nós'. Parabéns pesa resenha, Victor.

João Victor disse...

Sempre queremos encontrar a nossa "ilha" não é, Adriana?

Beijo!

João Victor disse...

Obrigado, Mariana! É uma boa escolha.

Beijo.

João Victor disse...

Você pelo visto leu o livro, né Ana?! rs. Realmente o Saramago é incrível.

Beijo.

Bruna Andrade disse...

Essa edição é uma gracinha mesmo, haha. Fiquei um tanto surpresa com o livro justamente por ser tão diferente dos romances do autor. Mas eu li há um bocadinho de tempo, preciso reler pra realmente formar uma opinião. Acho que agora, lendo a resenha e os comentários, vou reler A Ilha com outro olhar.
Até!
email: deandradebruna@hotmail.com

Marcia Nazario disse...

Como comentei anteriormente,nunca lí obra alguma de Saramago e achei o enredo da estória deste livro bem diferente da resenha sobre Caim.
Achei interessante,mas um pouco confusa (a estória) e,pelo que entendi há uma tentativa de Saramago de colocar o leitor a 'pensar''refletir' sobre seus sonhos e se estamos buscando realmente o que nos traz felicidade!
A obra tem um 'Q'de auto ajuda,né não?
Acho genial escritores que se inventam a cada obra!!

João Victor disse...

Marcia, não há esse "q" não. Aliás, Saramago não busca isso nas obras dele. O que ele quer, na verdade, é que o indivíduo que o lê, reflita sobre si mesmo e sobra a sociedade em que vive. Nada mais do que isso.

Beijo.

João Victor disse...

Com certeza, Bruna. A segunda leitura é sempre melhor.

Beijo.

Matheus G. disse...

Já tinha ouvido falar porém nunca parei para ler alguma resenha ou sinopse desse livro, me interessei muito e cresceu minha lista de desejados haha, estou começando a achar que tudo com nome do Saramago vale a pena comprar :]
email: smg_super@yahoo.com

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