8 de mai de 2013

100 Aforismos Sobre o Amor e a Morte (Friedrich Nietzsche)



Livro encaminhado por Penguin e Companhia das Letras
Número de Páginas:  65
Isbn: 9788563569537

Bom dia Caçadores!


Sinceramente, não sei como começar falar do grande filósofo e visionário Friedrich Nietzsche. Tenho um extremo respeito por sua obra e pela influência que tem ainda hoje no pensamento humano. O conheci quando tinha uns 17 anos; apareceu na escrivaninha do meu irmão com O Anticristo, título que já estremece a qualquer um. Mas calma, não é do Anticristo que vamos falar, senão dos 100 Aforismos Sobre o Amor e a Morte.

Não é, necessariamente, uma obra do filósofo alemão, senão uma coletânea de pensamentos extraídos de seus livros vários e apresentados de maneira fácil pelo tradutor e selecionador Paulo César de Souza.

O livro começa questionando a  perpetuidade do amor, que é um valor positivamente considerado como “sublime”. Explica cómo a cobiça humana  se aborrece do permanente e seguro. Mostra a realidade que as vezes não queremos ver, ou que nos é ensinada a não ver, como por exemplo a força negativa e maligna do amor (...) (o) amor é a maior expressão de egoísmo.


Mantém sua linha de pensamento clássica ao questionar a fundo e objetivamente (na medida do possível de um sujeito) a veracidade e natureza dos sentimentos humanos como amor, cobiça, ódio, amizade etc. Dá lições  sobre casamento, amor e relacionamento. Um livro de provérbios para os niilistas. E claro, fala da morte de Deus e da criação do super-homem, como resultado do desligamento dos valores estabelecidos e propagados pelo cristianismo.

O bom: Depois de ler este livro, não precisará ler nada de autoajuda. Está namorando quer namorar ou casar? LEIA ESTES LIVRO! Quer esquecer quem te quebrou o coração? LEIA ESTE LIVRO, o qual o classificaria como  uma breve introdução a Nietzsche, um aperitivo do filósofo, como quem bebe uma cerveja com alguém e fala de temas vários. Um grande conhecedor da natureza humana, sem positivismo, hedonismo nem pragmatismo pós modernos neoliberal.

O ruim: Não consigo ver algo ruim ou melhorável no livro. A intenção e objetivo de Paulo César de Souza de aproximar a obra nietzschiana a quem não tem um conhecimento prévio dela é excelente. Missão cumprida!

Estética: Um livro pequeno. Dá para colocar na bolsa sem problema algum. Flexível. Contudo, tem uma capa “menos séria” do que seu conteúdo.

Resgatável:  Uma excelente iniciativa do tradutor e selecionador Paulo César de Souza, que nos faz refletir sobre o sentido da vida e a decisão da morte. Insta-nos a cortar e desligarmos dos valores aprendidos e que mantemos sem nenhuma justificativa ou razoamento de sua existência, veracidade e perpetuidade. Contudo, não recomendaria a um fiel mortal, que não tenha um prévio conhecimento do pensamento nietzschiano, pular este livro aperitivo do filosofo. Se sobreviver a ele, vai ouvir as palavras de Zaratustra.


Tipo de caçada: 

Muito bem, desejo que possam  ler e se aprofundar na obra deste visionário, incompreendido na sua época.
Boa semana, boas leituras!

Daniela Vidal
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