18 de fev de 2013

Páginas sem Glória (Sérgio Sant'Anna)





                                            
Ed. Companhia das Letras
184 Páginas
ISBN: 978-85-359-2144-1




Olá, caçadores, como estão? Na última semana não postei nenhuma resenha. O motivo disso: volta às aulas da faculdade. Além do mais, estou com um super-livro no momento, que, espero eu, a resenha seja publicada na próxima semana. Se você for fã de biografias, aguarde.

Mas chega de conversa fiada e vamos à resenha de hoje. 

Dois contos em uma novela. Ao todo, três histórias compõem esta mais nova obra de Sérgio Sant’Anna, um dos grandes escritores da literatura brasileira.

O primeiro conto, “Entre as linhas”, é a história de um escritor que, ao escrever um conto, pede a uma amiga que o leia e faça mudanças. Esta, por sua vez, o faz. O faz tanto, e de tal maneira, que as mudanças acabam criando outro conto.  

Apesar da narração e dos diálogos bem elaborados, a história não é tão interessante.

Diferentemente do primeiro conto, “O milagre de Jesus” é fascinante. A história é inacreditável. Um mendigo, durante suas andanças pelas ruas, toma uma decisão: entrar em uma igreja.

Ele, que se chama Jesus Curioso, e se veste em algumas roupas velhas e tem uma barba por fazer, acaba sendo confundido, por uma fiel, com o próprio messias enquanto estava na igreja.

Uma mulher deficiente, que já se relacionou com um anão, e foi estuprada por três homens, começa a se abrir com Jesus. Ele, ao ouvir a mulher, nega que seja o Cristo. Ela, por ver a humildade do homem em negar ser quem ela acredita que seja, acredita ainda mais que seja o Salvador.

E ela joga uma decisão na mão de Jesus: abortar ou não abortar um filho não esperado?

Por fim, a novela que dá nome ao livro, “Páginas sem Glórias”, é esplendorosa.

O autor conta a história de José Augusto do Prado Almeida, conhecido  como Zé Augusto, ou simplesmente Conde.

Ele é um fanfarrão, digamos assim. Jogador de futebol dos anos 50, nunca quis nada com o futebol profissional. Inclusive, foi descoberto por acaso em um futebol de areia no Rio de Janeiro, e acabou indo para o Fluminense.

Já no primeiro clube, acabou se envolvendo em festas, saídas noturnas  e mulheres, o que acarretou em sua mudança para um clube menor, o Bonsucesso.  

Lá também não teve jeito. Os mesmos velhos problemas. Nunca conseguiu parar em um clube profissional, e acabou desistindo do futebol.

A história, além de muito bem contada, é engraçada. Sant’Anna, por vezes, utiliza espaços da memória para preencher o livro. Além disso, relata fatos que realmente aconteceram. Somando a isso, é impossível não pensar no Adriano, o jogador que era uma promessa do futebol mundial, e acabou se perdendo.

Vamos às notas:

Capa: 9 - Com o título e o nome do auto em destaque, a foto ao fundo, em preto e branco, que remete ao Rio de Janeiro dos anos 50, com um pedaço de praia, remete bem a novela do livro. 
Conteúdo: 6,5 - O primeiro conto é fraco. O segundo é bom. E a novela é muito boa. 
Diagramação: 8 - Folhas amareladas e letras pretas. 

No geral, é um livro interessante de ser lido. 

Até a próxima, galera. 

2 comentários:

Sonia disse...

Gostei bastante da sua resenha. Leria o livro numa boa.

soniacarmo
retalhosnomundo.blogspot.com.br

João Victor disse...

Sonia, tá esperando o quê? Vá, leia, e depois me diga o que achou.

Beijão!

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