15 de nov de 2012

A Felicidade é Fácil (Edney Silvestre)





Ed. Record
ISBN: 978-85-01-09499-5
216 Páginas


 Olá, caçadoras e caçadores, como vocês estão?
A resenha de hoje é sobre o livro “A felicidade é fácil”, de Edney Silvestre.

Para quem não conhece o autor, vale lembrar que Edney já levou, em 2010, o Jabuti de literatura na categoria romance com “Se eu fechar os olhos agora”, livro que foi resenhado por mim na semana passada, e que você pode conferir o que eu escrevi sobre ele clicando aqui.

Feita a apresentação do autor da obra de hoje, vamos ao que interessa. Preparados?

Apesar de o nome da obra lembrar livros de autoajuda, “A felicidade é fácil” é um romance policial.
Com uma linguagem simples e gostosa, a leitura é fácil (entenderam o trocadilho?).

A história se passa em uma segunda-feira de 1990. Não sendo possível dizer ao certo qual segunda é, já que, em momento algum, o autor deixa  referência clara sobre o dia.

O pano de fundo da obra é a Era Collor. Em algumas partes do livro, a situação do Brasil é lembrada pelas menções do  plano econômico do governo e pela alta da inflação.

O enredo é um sequestro. O sequestro do filho de Olavo Bettencourt, um rico e famoso publicitário brasileiro que têm negócios com o governo brasileiro. Ou melhor, desvios de ilegais para outros países.


Um detalhe do livro, é que a história ocorre dentro de 24 horas. Iniciando na segunda-feira,  20 de agosto, às 7h12; e se encerrando na terça-feira, às 5h34. Detalhe: ela não é contada linearmente, isto é, de maneira lógica. Ela vai e volta. Vai e volta. Vai!

Logo no primeiro capítulo, Silvestre já apresenta  Major, o motorista e segurança da família Bettencourt, que é um policial militar reformado, e um menino loiro, de olhos claros, que é surdo e mudo, filho dos caseiros Irene Bauer e Stephan Baur , que trabalham para a família Bettencourt.

É no primeiro capítulo, também, que o garotinho surdo e mudo é sequestrado erroneamente no lugar de Olavinho,  filho do publicitário. Os sequestradores, que vieram de alguns países da América do Sul como Argentina, Chile e Uruguai, sabem dos negócios que Olavo Bettencourt  têm, e decidem fazer o sequestro para poderem conseguir, como recompensa, todo o dinheiro da conta que ele possui em um banco israelense, com a agência em Nova York.

A mulher do publicitário, Mara Bettencourt, é ex-modelo, e ex-garota de programa, que conheceu o marido quando foi fazer um teste para uma campanha publicitária em São Paulo, e após muitas insistências por parte de Olavo, decidiu sair com ele.

Ele vive um casamento infeliz. O dinheiro e o luxo não são suficientes para ela: ela quer a felicidade. Para ela, a felicidade não é tão fácil assim (esse aqui ficou melhor, não?!).

Quando Olavo e Mara descobrem o sequestro do menino loiro e olhos azuis, pensam em agir. Cada um com seu modo. Cada um, querendo decidir o futuro daquela criança de um jeito. A mulher quer salva-lo; o homem, pouco se importa com a vida do filho dos caseiros.

Durante o decorrer do livro, três fatos que não ocorreram durante aquelas 24 horas são mostrados. Estes fatos ajudam a construir toda a trama do livro.

Um desses momentos, é o dia 25 de janeiro de 1984. Olavo, juntamente com seu sócio, Ernesto Pessari, ainda jovens publicitários, assistem de dentro de seu escritório, um comício pedindo a volta das eleições diretas. Chico Buarque, Fernando Henrique Cardoso, e o então líder sindical Luiz Inácio “Lula” da Silva estão presentes.

O evento em si não é importante, mas o que passa pela cabeça de Ernesto, sim. Ele acredita que era a hora de entrar em contato com os políticos da esquerda, porque eles ainda lhe renderiam muito dinheiro, no futuro. Ponto positivo para essa parte do livro. Uma crítica feita de maneira sútil ao PT.

O desenrolar de “A felicidade é fácil” mostra uma família Bettencourt cada vez mais desunida, e um final inesperado, mas que no fundo, não é tão surpreendente assim.


Para ler o livro, confesso: criei expectativas e me frustrei. Não que o livro seja ruim. Ele é bom. E só.
Infelizmente, “A felicidade é fácil” não superou o primeiro romance de Edney.  Com “Se eu fechar os olhos agora”, o escritor mostrou a sua qualidade como romancista, criando para si mesmo, a responsabilidade de produzir obras tão boas – ou melhores – que a primeira. O que não aconteceu.


Capa: 6 – Os olhos do menino em primeiro plano, com a cor azul no restante da capa, induz ao futuro leitor, pressupor que o livro é de autoajuda. 
Conteúdo: 6 – Como já disse acima, esperava mais do livro
Diagramação:  8 – Letras médias e capas amareladas.

Eu fico por aqui. Espero encontrar você em breve, caro caçador (a).

Tenha um boa semana. E lembre-se, se beber, não dirija (?).  

Até!

11 comentários:

Juliana K disse...

Gosto desse estilo de resenha.
Até agora, apesar de ter vários resenhistas, mas cada um tem a sua "cara".
Ótima resenha! Sincera, perspicaz e claro, objetiva.

Racheel chefee disse...

Eu jamais teria imaginado que o livro era um romance policial.
Eu nunca tinha lido a sinopse, já tinha visto a capa por ai. rs
Linguagem gostosa e leitura fácil ? hahaha
Esse livro deve ser mesmo muito interessante.
Contado em 24h ? Nunca li um livro assim.
Fiquei ansiosa para ler, eu não sou muito chegada a livros de romance policial, mas estou começado a comprar, para ler mais gêneros :D
Eu amei sua resenha, bem clara e sincera.
Uma pena você não ter gostado.
Normalmente somos assim né ? Criamos muitas expectativas, mas acabamos frustrados.
Mas vou ler mesmo assim, já sabendo o que esperar :d
Beijos e mais uma vez parabéns pela resenha.

Douglas Fernandes disse...

o livro se passa no ano em que nasci... :)
parece muito bom!! adoro romance policial, realmente o título parece um livro de auto ajuda, isso mostra que o livro pode trazer muitas surpresas né... rsrs

Douglas Fernandes disse...

Opaa, esqueci de deixar meu twitter...
@doug_fo

Paula Camargo disse...

Confesso que quando vi a capa do livro,realmente pensei qe era um livro de auto ajuda,a resenha ficou boa,mas sinceramente?Não gostei muito do livro,achei a estória meio sem graça :(

paulacamargo@comp.ufu.br

Debyh disse...

"Apesar de o nome da obra lembrar livros de autoajuda, “A felicidade é fácil” é um romance policial." Se você não falasse isso no começo da resenha eu não tinha lido até o final rs, detesto livro de auto-ajuda.
Não me interessei muito pelo livro, parece ser algo mediano nesse genero, ainda mais eu que já li tantos na categoria, depois de um tempo ficamos muito exigente né ^^'
@debyhsama

Racheel chefee disse...

Meu twitter @Cheefee

Jordana Broering disse...

Também achei que o título lembra livros de auto-ajuda. A história parece ser boa, mas não um livro para se criar expectativas. Não gosto desse tipo de capa.

Beijinhos
@Jordanabroering

Vanilda disse...

Tanto o título quanto a capa lembram autoajuda, sim. Não tem jeito. Não fazia ideia de que o enredo era outro. É um tema que eu gosto mas se você diz que é somente "bom" acho que não será por esse que eu começarei a ler a obra de Edney Silvestre.
@VanildaP

Thais Viaje na Leitura disse...

Olá Fernanda,

O livro não me conquistou pela capa, e pela sua resenha parece tão comum *-*

Bjokas

Sonia disse...

Pena que você se decepcionou. Mas assim que puder vou ler o livro.


soniacarmo
retalhosnomundo.blogspot.com.br

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