Boa tarde, caçadores.
Tudo bem com vocês?
Hoje a resenha mais do que curtida no face, A Seleção:
Ed. Seguinte (Selo Companhia das Letras)
ISBN: 9788565765015
368 Páginas
Um livro que encanta e que você se sente em um filme, essa foi a impressão que A Seleção passa para o leitor.
Divertida, pontual e leve é a trama que envolve a seleção, que tem por personagem principal America Singer, adolescente de 16 anos, moradora de Illéa, irmã de Kenna, Kota, May e Gerad. O clima do livro retrata o término da 3ª Guerra Mundial e suas consequências.
A saída dos dois irmãos mais velhos, faz com que America seja a responsável pelo auxílio no provimento da casa, mas um convite inesperado deixa a personagem em sério conflito.
Por ser um país dividido por castas, America que era um nível 5 não poderia se relacionar com alguém de nível 6, nível de Aspen, amigo de infância, que desde o início acompanhou todas as suas aventuras. Mas, o coração não liga para essas diferenças e aqui caros leitores, a nossa personagem começa a ficar aflita.
"Para a casa da família Singer" - disse cantando. [...]
- Mãe, não! - implorei.
- Eu quero ouvir! - gritou May, o que não me surpreendeu.
P.12
A carta é relacionada com a seleção e cabe a América decidir se quer ou não participar.
Muito está em jogo e o que antes era certeza vira incerteza, o que acaba ajudando a nossa heroína a seguir um rumo, mesmo que esse caminho seja o caminho que sua família ( na verdade, sua mãe) queria desde o início.
-Eu te amo, America Singer. Vou te amar enquanto viver.
P.31
O interessante do livro é demonstrar que o clima de romance pode ser intercalado com disputas pelo poder e muita ação, sem falar no que ocorre nos bastidores, quando várias meninas competidoras, disputam entre si por tudo, gerando fofocas e até brigas físicas.
Minhas intenções não importavam. As outras garotas não sabiam que eu não queria ganhar. Na visão delas, eu era uma ameaça. E dava para notar que me queriam fora.
P.114
O foco do livro é a seleção, por isso não se empolgue com o clima distópico, pois o mesmo é praticamente inexistente. Há personagens bem construídos, porém outros que são apenas figuração. O que achei bem crítico, pois pela gama de personagens, o livro teria muito mais conteúdo e empolgação.
O final é totalmente inesperado, não no bom sentido, mas ele pausa o clima rotineiro do livro como se fosse uma freada brusca sabe? Acredito que o primeiro livro foi dividido para ter o segundo, ao menos foi essa a impressão que passou.
Algumas cenas, se você for um leitor experiente, você consegue prever, mas o importante é você escolher um lado, pois claramente você vai ficar dividida como America ficou.
Livro para uma tarde animada de descontração.
Ele ficou com três lupinhas, pois apesar de ser um roteiro carismático, o fim não foi planejado (leia acima), bem como alguns personagens foram deixados de lado, o que deixa de certa forma o livro um pouco raso demais, mas é uma boa pedida para uma leitura rápida. Você vai se empolgar com A Seleção.
A capa é bonita (o detalhe do vestido é bárbaro, bem como aparece em uma cena), porém não posso analisar a diagramação, tendo em vista que recebi a prova do livro (ARC).
Por hoje é só.
Aguardo os comentários de vocês.
Aguardo a sua foto.