29 de out de 2012

Resenha: Nihonjin (Oscar Nakasato)


 Ed. Benvirá
ISBN: 978-85-0213-108-8
176 Páginas.


Hei, caçadores e caçadoras, tudo bom?
Vou me apresentar a vocês.  Eu sou o João Victor, estudante de jornalismo e assim como todos que frequentam o blog: um viciado em livros.

Esta é a minha primeira vez aqui.  Espero que gostem e comentem. Serão os comentários de vocês que decidirão se fico aqui ou não.
Sim. Mal nos conhecemos e o meu futuro está em suas mãos. Que responsabilidade, hein?!

Minha resenha de estreia será sobre um escritor... Adivinhem... Estreante.
Diferentemente de mim, que chego pelos cantos, escrevendo um pouquinho aqui, outro pouquinho acolá, esse estreante já chegou com tudo.  Ele está incomodando os grandes da literatura, como Ana Maria Machado , já que o livro dele, e não o dela, venceu o prêmio Jabuti de Literatura na categoria romance deste ano.

Se você deduziu que eu falo de “Nihonjin”, o romance de estreia de  Oscar Nakasato, acertou. Se não o fez, não tem problema. Apenas estique suas costas na cadeira, tome uma boa dose de café, dê um sorriso – porque sorrir faz bem à saúde – e vamos lá.

Oscar não é figurinha carimbada da literatura nacional. Isso é ponto positivo para ele. Não que eu tenha algo contra quem já é conhecido, mas valorizar os novatos – que possuem boa escrita – é mais interessante.

* E não quero discutir os méritos ou os problemas que o prêmio Jabuti deste ano está envolvido.  
 Quero falar do que interessa aqui. E o que cabe a mim.

O autor, Oscar Nakasato, é professor de Comunicação e Linguística da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Campus de Apucarana.

E foi com sua experiência na docência, especificamente durante o doutorado, quando percebeu que havia poucos livros falando de japoneses no Brasil,   que surgiu a ideia de escrever “Nihonjin”,   seu romance de estreia.

Isso o levou a escrever tal obra, que no ano passado foi publicada pela editora Benvirá, que é uma editora pertencente ao grupo Saraiva, após vencer o primeiro Prêmio Benvirá de Literatura, o qual desbancou quase dois mil livros concorrentes.

Apesar de pequeno e não muito chamativo, “Nihonjin” é um baita livro. Aquele tipo  que se  lê e não tem como parar. Ele entretém o leitor de tal maneira que, se alguém estiver lendo-o dentro um ônibus e um idoso entrar, não dará a mínima importância em ceder o lugar ao mais velho, mesmo que ele esteja com dores nas costas ou qualquer outro problema,  e continuará lendo.

 O livro conta a história de alguns imigrantes japoneses que vieram para o Brasil no século XX.  Eles desembarcaram no porto de Santos, por ordem do imperador, que  afirmou que o Brasil os daria riqueza e que, após obterem fortuna, deveriam retornar e investir na terra do sol nascente.

O personagem que está presente em toda obra é Hideo Inabata, japonês tradicional. E é contada por meio de seu neto, que, a partir da  memória de alguns tios,  imagina algumas situações de seu patriarca.
A trama é bem feita. E mostra as dificuldades que os imigrantes de outros países sofreram para se adequar as terras verde-amarelas. Durante boa parte do livro, o sentimento de retornar ao Japão move a colônia que se instalara no Brasil.

Em certos momentos, o livro lembra uma obra que, recentemente, foi adaptada ao cinema: “Corações Sujos”, de Fernando Morais.  Os japoneses, quando são informados que o Japão perdeu a guerra para os americanos, não acreditam. E os que acreditam, são mortos por organizações secretas. Ambas situações, cada uma em seu modo, são descritas no livro de Nakasato.

O que pode atrapalhar a leitura, e fazer com que o interlocutor se perca, são as palavras em japonês. Entretanto,  em minha opinião, tais verbetes enriquecem a leitura, e garantem uma autenticidade a história nipo-brasileira.

Então, meu caro caçador (a), se você se deparar com palavras como “Otõchan”, “Gaijin” e “Ojiichan”, não se desespere: jogue no Google tradutor, descubra o significado, e se sinta um “Nihonjin”, que, por sinal, significa “Japonês”.



Vamos às notas:
Capa: 8 – Ela é subjetiva. Nela, há uma criança com olhando ao lado. A face dela não está feliz, nem triste. Está com fome, aparentemente. Logo abaixo, desenhos japoneses. Dava para caprichar mais, hein?!
Conteúdo: 9 – A história é fascinante. Não é todo o dia que lemos autores estreantes que consegue prender nossa atenção logo nas primeiras páginas.
Diagramação: 9 – Letras grandes e páginas amareladas, que facilitam a leitura.

* Segue abaixo alguns links para você entender melhor sobre a polêmica do Jabuti deste ano:

Até a próxima!




7 comentários:

MOonika Monteiro disse...

É vergonhoso dizer que não li o Jabuti desse ano e mais vergonhoso ainda dizer que esse livro não me atrai! HAHAHA Porém, tão polêmico como é, vou conferir com certeza essa narrativa japonesa/brasileira! Ótima resenha João! Parabéns!

Lorena @lamnell disse...

Não conhecia esse livro, mas tudo envolvendo cultura japonesa me atrai.
Apesar de não ter gostado da capa (aqueles desenho embaixo da foto são super estranhos), é sempre bom ler um livro ganhador de prêmio e que retrata culturas distintas da nossa.
Vou conferir!

Paula Camargo disse...

Sou uma eterna apaixonada pelo Japão e tudo que envolve,estou juntando dinheiro para ir até la!
Gostei da estória,adoro coisas polêmica,vou querer ler esse livro

Jordana Broering disse...

A história não me atraiu, porém para quem se interessa pelo tema parece ser um bom livro. Não gostei muito da capa.

Beijinhos

@Jordanabroering

Vanilda disse...

Seja bem vindo, João! Antes de falar do livro, deixe eu dizer que gostei muito da sua forma de escrever. Parece que você está conversando conosco, o texto fica leve e bem gostoso de ler. Bem, dito isso, sobre o livro, eu não conhecia ... estava por fora do "Jabuti", mas o enredo "imigrantes" me interessa e parece que é bem desenvolvido. Também acho que as expressões em japonês só enriquecem a leitura e aguçam o leitor. A capa que não achei lá essas coisas.

João Victor disse...

Muito obrigado pelos comentários de vocês.

Vanilda, fico realmente muito feliz com suas palavras.

Espero que meu texto possa conversar com você mais vezes. rsrs


Rissia Ribeiro disse...

Confeço que não conhecia o livro e tambem confeço que não leria o livro porque não faz meu tipo mas obrigada pela linda resenha sem falar pela dica de livro ^^ Vou mostra pro meu pai que deve gostar ^.^

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