7 de ago de 2012

Resenha: A Menina Que Brincava Com o Fogo (Stieg Larsson)

Bom dia, caçadores!
Fiquem com mais uma resenha do IPH:

Ed. Companhia das Letras
ISBN:9788535920024
608 Páginas



Em A Menina Que Brincava Com o Fogo, o segundo livro da Trilogia Millenium, retornam nossos personagens favoritos que aprendemos a amar em Os Homens Que Não Amavam as Mulheres. Mas, todos que leram o primeiro livro sabem que a relação de Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander não terminou muito bem, e nesse livro, infelizmente, ela não tem melhoras muito substanciais. E ao contrário do que acontece no primeiro livro, agora Mikael e Lisbeth não tem apenas que solucionar um crime para ganhar uma grana, mas sim para provar a inocência da própria Lisbeth!

Vou tentar explicar tudo sem liberar spoiler: O livro começa quase um ano após o término do primeiro, com Mikael e Lisbeth vivendo suas vidas – separadamente. Mike está trabalhando numa nova edição temática para sua revista, cujo tema será O Tráfico de Mulheres na Suécia. Só que o que o Mike não previu é que, ao mexer nesses assuntos, ele e seu sócio Dag Svensson acabam incomodando um dos maiores gângsters que já existiram. E qual é o papel de Lisbeth nesse rolo todo? Ela, de uma maneira muito (muito!) tortuosa acaba [SPOILER ALERT] salvando sua vida!

Sei que esse não foi o melhor resumo spoiler free, mas acho que deu pra pegar o cerne da estória do segundo livro, não?
                Peguei o livro pra ler logo após terminar a leitura de Guerra dos Tronos, o que pode ser considerado um suicídio, porque os dois tem quase 600 páginas. Mesmo assim, conhecendo a narrativa do Stieg, não tive medo. E fui muito bem recompensado. O livro tem aquele comecinho beem vagaroso, típico das continuações, que servem pra nos incluir novamente na mente e na vida dos personagens. Talvez a Lisbeth tenha dado uma viajada boa, pensando em matemática e um monte de coisas triviais, mas mesmo assim, acho que isso serviu pra nós conhecermos melhor a Lisbeth, que mesmo estando de férias ainda arranjou umas vidas pra salvar.
                O suspense do segundo livro também é um pouco diferente, afinal, o autor queria nos mostrar algo novo. Ao meu ver, o suspense que ele criou nesse livro é melhor em comparação com o outro, porque nesse as informações são mais bem distribuídas, de modo que, mesmo antes de chegar na parte das revelações, os leitores mais atentos podem descobrir a verdade sozinhos, o que é bom para os Sherlockes de plantão, como eu.
                Os novos personagens da trama são muito bem apresentados, uma característica que o Sti sabe trabalhar muito bem. Ele gasta, em média, uma ou duas páginas contando da vida de cada um dos novos personagens, contando a história deles desde a infância, a vida profissional e em alguns casos até a ficha criminal deles! Às vezes é um pouco desnecessário, porque algumas dessas pessoas não são citadas de novo no livro, mas comprova como o autor é detalhista.
                Gostei muito de conhecer a história de vida da Lisbeth, mesmo que ela seja apresentada em partes bem fragmentadas. A heroína de Stieg Larsson é uma das melhores de todo o mundo da literatura. Não só pelo seu aspecto todo característico, digamos assim, mas também porque ela é uma das heroínas mais anti-heroismo que eu já conheci! Haha. Lisbeth não é perfeitinha nem mansa, e fica bem claro que ela não é 100% incocente, só que mesmo assim, não tem como deixar de amá-la depois de conhece-la melhor e entender seus motivos. Muitos dos personagens do livro que tiveram contato com ela passam por isso, e com os leitores não é diferente ^^ I S2 Lisbeth Salander

                 Vamos pra Classificação:
Capa: 10. Não se pode avaliar as capas da trilogia separadamente, mas quando avaliadas em conjunto (e também depois de ler os livros, né) dá pra perceber a sagacidade do autor quando escolheu os títulos e as capas.
Conteúdo: 10,5. Poxa, não tem como criticar essa obra-prima, minha gente!

Diagramação: 7. Mesmo sendo de páginas amareladas e uma arte bem minimalista, eu estava disposto a dar uma nota maior. Minha crítica com essa nota vai para a tradução. O primeiro volume da Trilogia foi traduzido por Paulo Neves, mas os outros dois foram traduzidos por Dorotheè. Odiei verdadeiramente a tradução dessa mulher. Rum!

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