Fiquem com mais uma resenha do IPH:
Ed. Companhia das Letras
ISBN:9788535920024
608 Páginas
Em A Menina Que Brincava Com o Fogo, o
segundo livro da Trilogia Millenium,
retornam nossos personagens favoritos que aprendemos a amar em Os Homens Que Não Amavam as Mulheres. Mas,
todos que leram o primeiro livro sabem que a relação de Mikael Blomkvist e Lisbeth
Salander não terminou muito bem, e nesse livro, infelizmente, ela não tem
melhoras muito substanciais. E ao contrário do que acontece no primeiro livro,
agora Mikael e Lisbeth não tem apenas que solucionar um crime para ganhar uma
grana, mas sim para provar a inocência da própria Lisbeth!
Vou tentar
explicar tudo sem liberar spoiler: O
livro começa quase um ano após o término do primeiro, com Mikael e Lisbeth
vivendo suas vidas – separadamente. Mike está trabalhando numa nova edição
temática para sua revista, cujo tema será O Tráfico de Mulheres na Suécia. Só
que o que o Mike não previu é que, ao mexer nesses assuntos, ele e seu sócio
Dag Svensson acabam incomodando um dos maiores gângsters que já existiram. E
qual é o papel de Lisbeth nesse rolo todo? Ela, de uma maneira muito (muito!)
tortuosa acaba [SPOILER
ALERT] salvando sua vida!
Sei que esse
não foi o melhor resumo spoiler free,
mas acho que deu pra pegar o cerne da estória do segundo livro, não?
Peguei
o livro pra ler logo após terminar a leitura de Guerra dos Tronos, o que pode ser considerado um suicídio, porque os
dois tem quase 600 páginas. Mesmo assim, conhecendo a narrativa do Stieg, não
tive medo. E fui muito bem recompensado. O livro tem aquele comecinho beem
vagaroso, típico das continuações, que servem pra nos incluir novamente na
mente e na vida dos personagens. Talvez a Lisbeth tenha dado uma viajada boa,
pensando em matemática e um monte de coisas triviais, mas mesmo assim, acho que
isso serviu pra nós conhecermos melhor a Lisbeth, que mesmo estando de férias
ainda arranjou umas vidas pra salvar.
O
suspense do segundo livro também é um pouco diferente, afinal, o autor queria
nos mostrar algo novo. Ao meu ver, o suspense que ele criou nesse livro é
melhor em comparação com o outro, porque nesse as informações são mais bem
distribuídas, de modo que, mesmo antes de chegar na parte das revelações, os
leitores mais atentos podem descobrir a verdade sozinhos, o que é bom para os
Sherlockes de plantão, como eu.
Os
novos personagens da trama são muito bem apresentados, uma característica que o
Sti sabe trabalhar muito bem. Ele
gasta, em média, uma ou duas páginas contando da vida de cada um dos novos
personagens, contando a história deles desde a infância, a vida profissional e
em alguns casos até a ficha criminal deles! Às vezes é um pouco desnecessário,
porque algumas dessas pessoas não são citadas de novo no livro, mas comprova
como o autor é detalhista.
Gostei
muito de conhecer a história de vida da Lisbeth, mesmo que ela seja apresentada
em partes bem fragmentadas. A heroína de Stieg Larsson é uma das melhores de
todo o mundo da literatura. Não só pelo seu aspecto todo característico,
digamos assim, mas também porque ela é uma das heroínas mais anti-heroismo que
eu já conheci! Haha. Lisbeth não é perfeitinha nem mansa, e fica bem claro que
ela não é 100% incocente, só que mesmo assim, não tem como deixar de amá-la
depois de conhece-la melhor e entender seus motivos. Muitos dos personagens do
livro que tiveram contato com ela passam por isso, e com os leitores não é
diferente ^^ I S2
Lisbeth Salander
Vamos pra Classificação:
Capa: 10. Não se pode avaliar as
capas da trilogia separadamente, mas quando avaliadas em conjunto (e também
depois de ler os livros, né) dá pra perceber a sagacidade do autor quando
escolheu os títulos e as capas.
Conteúdo: 10,5. Poxa, não tem
como criticar essa obra-prima, minha gente!
Diagramação: 7. Mesmo sendo de páginas
amareladas e uma arte bem minimalista, eu estava disposto a dar uma nota maior.
Minha crítica com essa nota vai para a tradução. O primeiro volume da Trilogia
foi traduzido por Paulo Neves, mas os outros dois foram traduzidos por Dorotheè. Odiei verdadeiramente a tradução dessa mulher. Rum!

















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