Fiquem com mais uma resenha do IPH:
Ed. Companhia das Letras
ISBN: 9788535913248
525 Páginas
Os Homens Que Não Amavam As Mulheres
conta a história de Mikael Blomkvist e Lisbeth Salander. Não, eles não são
nenhum casal apaixonado, e muito menos pessoas que se odiavam e depois
descobrem um amor profundo um pelo outro. Com isso eu quero dizer que, em Os
Homens Que Não Amavam As Mulheres existe uma história diferente das que vemos por
aí.
Acho que o
livro pode ser caracterizado como suspense, então por aí já dá pra ter uma
ideia do que ele se trata. Em resumo, Mikael e Lisbeth eram desconhecidos, cada
um vivendo sua vida, até que um grande mistério os une. Eles tem que descobrir
quem sequestrou – e possivelmente matou – Harriet Vanger, a sobrinha amada de
um velhote excêntrico e podre de rico chamado Henrik.
Mas, se você é
um daqueles que já esteve com esse livro nas mãos, deve saber que ele conta
muito mais que isso. Afinal, são 525 páginas, em quase 1Kg de livro, então tem
muita história aí. Acho que esse é um dos pontos positivos, embora se
torne um tanto cansativo de ler, mas ele é bem minucioso com os detalhes, o que
o torna uma narrativa bem rica e envolvente. Não vou tentar enganar vocês
dizendo coisas do tipo: “Nossa, eu nem percebi a quantidade de páginas! Li o
livro voando!” porque isso seria uma mentira braba, e minha mamãe me ensinou a
nunca mentir. Na realidade, mais de uma vez me peguei pensando: “Ah, já li
tanto e ainda estou na página 183! Vou desistir desse livro!”, só que é aí que
entra a magia do Stieg. Você simplesmente não vai conseguir largar o livro. Não vai. Desafio qualquer um a pegar
esse livro e ler as primeiras 250 (pois é) páginas e depois não querer saber o final.
E se você está lendo ele agora, te garanto que vai melhorar, e muito. Sei que a
gente pensa isso da maioria – se não de todos – os livros de suspense que lê,
mas a narrativa do Larson é diferente de todas que já li, apesar de ser igual (oi?).
O livro é mais
um daqueles em que o autor já começa te jogando no olho de um furacão e
esperando que você, sozinho, encontre a ordem no meio daquele caos; quero ver
alguém ler o livro pela primeira vez e não me dizer que achou as primeiras
páginas confusas, mas aí também está uma característica do Stiginho (esse foi o
apelido carinhoso que dei ao autor): Ele te deixa esperando até o final pra
saber o que acontece. Pode parecer uma coisa bem fanfic, mas juro pra você que não é bem assim. Como eu já disse ali
em cima, o suspense do S.L. é sem igual, você pode até ficar louco tentando
desvendar a história sozinho, então a melhor coisa é ler, ler e ler bastante,
porque as surpresas continuam até as últimas páginas.
Então, pra
vocês que tem preguiça de ler a resenha (saibam que não os julgo), aqui vai um
resuminho: ESSE LIVRO NÃO É PRA VOCÊ. Ele é para aqueles que tem mesmo amor pela
leitura, então continue com seus Nicholas Sparks e cia. Ai.
Classificação:
Dei 8 pra capa, achei ela um
pouco simples demais, mas ela é um tanto enigmática, assim como o livro e os
personagens.
Dei 10 pro conteúdo, porque essa
é a nota máxima de classificação aqui no CDL.
E dei 9 pra diagramação porque
essa é a nota que ela merece.
Ah, só uma curiosidade: O título
original do livro em sueco é Män som hatar kvinnor que se traduz para “Os
Homens Que Odiavam As Mulheres”. Porém, como a reedição do livro visava a
adaptação para o cinema, nossos queridinhos amigos americanos resolveram trocar
o título original do livro (porque, afinal, eles podem) pra “The Girl With The
Dragon Tattoo”, ou A Garota com a Tatuagem de Dragão (não com o dragão tatuador,
hein) porque já existe um filme sueco com o nome do livro original.
Ah, outra coisa: O autor, Stieg
Larsson morreu de câncer em 2004, pouco antes do livro ter iniciado seu
processo de publicação. Por isso, vamos fazer um minuto de silêncio pelo
autor...
Aguardo os comentários.

















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