5 de jun de 2012

Caça Autores: Maribell Azevedo





“Hoje me sinto tão realizada e feliz com o que faço, que não me imagino fazendo outra coisa. Sou completamente apaixonada pela minha profissão!” – afirma a autora que vem recebendo ótimas criticas sobre seu trabalho Amor no Ninho.

Maribell Azevedo
"O espaço para o novo autor nacional é mínimo, difícil e caro".

Formada em Museologia pela UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro), desde criança, muito sonhadora, gostava de inventar histórias, mas a timidez impedia de expor seus textos, apesar da avó incentivá-la.
Ávida leitora, um dia pesquisando novas histórias na internet, descobriu sites no qual além de desfrutar de novos contos, poderia também expor seu trabalho. Para sua surpresa, seu primeiro romance foi lido e amplamente comentado. Incentivada por seus diversos leitores, foi em busca de lançar seu primeiro livro.
Carioca, é mãe de um menino e atualmente vive na Região dos Lagos do estado do Rio de Janeiro.


Caçador - Quem é Maribell Azevedo?
Maribell - Sou uma sonhadora congênita, romântica incurável e aprendiz de escritora.  E sou tímida, muito tímida.

Caçador - Em novas palavras, explique Amor no Ninho.
Maribell - Sempre achei que Amor no Ninho tem um título muito auto-explicativo.  Ele resume a mensagem principal do livro, que é mostrar os vários tipos de amor que convivem dentro de um mesmo “ninho”, ou seja, de um lar. Então teremos o amor entre pais e filhos, entre marido e mulher, entre irmãos e amigos.  Amor num amplo aspecto.

Caçador - De onde veio tanta inspiração para esse romance?
Maribell - A semente foi plantada na minha imaginação quando muito jovem li o livro Helena de Machado de Assis, que tem temática similar. Com o passar dos anos  fui criando o restante da história, à medida que lia ou via coisas que achei interessante desenvolver.  Sempre achei que escrever é como costurar uma colcha de retalhos, você junta coisas diferentes, mas tenta criar harmonia e beleza entre cores e formas distintas.

Caçador - Um amor entre irmãos não biológicos. Como você defende isso?
Maribell - Não é uma questão de defender, é uma questão de entender que a possibilidade existe e é muito real. Depois que o livro foi lançado, já recebi depoimento de leitores que disseram ter vivido ou viverem a mesma situação e que se identificaram muito com a história. Mas o que me impressionou mesmo, foi em que pleno século XXI encontro pessoas que ainda se chocam com algo assim.  Sinceramente tento entender o motivo de tamanho incomodo, porque afinal não são irmãos biológicos. Convivo desde tão jovem com esse tema através da literatura, que sempre encarei numa boa.

Caçador - Quanto tempo durou o processo de criação da estrutura do livro?
Maribell - A história em si foi escrita em nove meses, já acertos e revisões foi cerca de seis meses.

Caçador - Quais foram as obras literárias que serviram de apoio?
Maribell - Os principais são Helena de Machado de Assis, E O Vento Levou de Margareth Mitchell (na questão dramática e diálogos foi uma grande fonte de inspiração), Fernando Pessoa (poesia para achar o tom certo numa cena romântica faz toda diferença), um bom e atualizado dicionário para  tirar dúvidas e tornar seu texto mais rico, e muita, mas muita música mesmo para ajudar a inspiração a fluir! Claro que existiram outras obras, mas acho essas as mais importantes. 

Caçador - Invejosos têm um monte por ai. Alguém tentou impedir você de escrever, ou quis fazer você acreditar que esse não era o caminho certo?
Maribell - Não! Ainda bem! (risos). Na verdade os invejosos não apareceram antes, mas depois do lançamento. Foi aí que a falsidade começou a bater a porta, ainda bem que foram poucas decepções.

Caçador - Como vê o mercado editorial no Brasil?
Maribell - Um mercado dominado por grandes editoras que nos empurram todo tipo de literatura estrangeira, de qualidade ou não, ou somente autores já bem conhecidos. Onde o espaço para o novo autor nacional é mínimo, difícil e caro. E se aproveitando da inexperiência e sonhos desses novos autores, surgem as editoras abutre que oferecem e cobram muito, porém com péssimo resultado e qualidade.  Felizmente existem poucas e boas editoras menores e sérias, que estão oferecendo boas alternativas.

Caçador - Você consegue olhar para dentro de si e enxergar o que sempre quis ser depois de ter o livro publicado?
Maribell - Se me dissesse a três anos atrás, que hoje teria um livro publicado, outro prestes a ser lançado e um terceiro já aguardado para o próximo ano, diria que estava louco! (risos). Porém hoje me sinto tão realizada e feliz com o que faço, que não me imagino fazendo outra coisa. Sou completamente apaixonada pela minha profissão! Escrevo desde criança, só não imaginava que um dia algo que sempre foi um prazer tão particular, pudesse ser apreciado por outros.

Caçador - Você acredita que os blogs/sites literários são importantes para a divulgação da literatura nacional e internacional?
Maribell - Com certeza! Como já disse antes, quem é representado pelas grandes editoras é massivamente divulgado na mídia, então para nós autores iniciantes os blogs se tornam uma ferramenta essencial de divulgação, além de podermos fazer bons amigos.

Espero que Maribell continue tão tímida como boa autora.
Curtiram?
Comentem!
Até semana que vem.
;)






 

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