3 de jun de 2012

#04 Caça Clássicos: Três de uma vez! Frankenstein, O Médico e o Monstro e Drácula.


Olá caçadoras e caçadores, primeiramente devo pedir desculpa pelo atraso da coluna, problemas técnicos (O PC deu tilt e levou meus arquivos juntos) me impediram de postar dentro do nosso conhecido prazo, toda última semana do mês, mas para me redimir hoje não teremos um, mas três grandes clássicos para comentar, prontos?
Mas antes me deixe perguntar: Você gosta de terror? É apaixonada por vampiros? Sente calafrios com mortos vivos? Pois bem você precisa conhecer esses clássicos!
Esqueça esses vampirinhos que brilham no sol, mortos vivos que se levantam por causa de um vírus, todo terror que a mídia mostra em filmes e em livros neste século beberam da mesma fonte Mary Shelley, Robert Louis Stevenson e é claro o mestre Bram Stoker! Eles como ninguém conseguiram, em pleno século XIX, traduzir em palavras o significado do termo terror e a Martin Claret fez um belíssimo trabalho ao juntar esses três clássicos em um único volume, mas vamos deixar os elogios e as criticas para a resenha:

Editora: Martin Claret
Em Frankenstein, o criador perde o controle sobre sua criação, e o leitor passa por momentos de apreensão e horror psicológico.
Em O Médico e o Monstro, o leitor acompanha perplexo o drama do Dr. Jekyll, diante da faceta assustadora de sua própria personalidade: o temível Sr. Hyde. A história aborda a dialética dos valores morais em sua forma mais assombrosa e vai além do bem e do mal da alma humana.
Em Drácula, o autor baseou-se no fabulário húngaro do século XVIII para criar a história do Conde da Transilvânia, que se tornou o típico representante do mito do vampiro. Nesse livro, o leitor deve se preparar para penetrar num universo completamente gótico e envolvido por terror.

O Volume traz um sumário simples definindo apenas onde começa e termina cada livro, o que te permite começar a leitura na ordem em que deseja. Mas devo avisar ao leitor inexperiente apesar de todas as histórias serem de conhecimento público, uma vez que já foram e são cotidianamente levadas ao cinema, a leitura do clássico em si pode levar a certa estranheza, uma vez que a linguagem usada é antiga, muitos vocábulos e descrições podem levar a uma certa monotonia principalmente no texto de Mary Shelley, mas como já foi dito inúmeras vezes aqui a leitura de um clássico deve se levar em consideração a época em que ele foi lançado e por maior que seja a ficção o autor retrata em suas palavras o contexto em que vive.
O primeiro livro do Volume é Frankenstein ou o prometeu moderno, escrito por Mary Shelley, a história começa com uma introdução da própria autora, nela ficamos sabendo um pouco de sua vida e como de seus pesadelos surgiu a história do livro, é incrível como nos envolvemos nos delírios de Victor Frankeintein e na sua obsessão por dá vida ao ser inanimado, sua dor e arrependimento também são gritantes e o terror que ele sente é quase o terror que nós sentimos, a história é boa! Mas não vou engana-los o texto é denso, termos e expressões que eram típicas do século XIX podem nos confundir e mesmo dá a ideia de desnecessária, imbuída do advento das ideias evolucionistas, naturalistas e darwinistas que a ciência da época pregava, Shelley nos dá detalhes quase anatômicos do monstro. O livro é em grande parte do texto narrado pelo próprio Dr. Frankenstein, entremeado de cartas de parentes e amigos, o que considero como uma ‘quase uma conversa com o leitor’ e eu devo confessar que é um artifício que eu gosto muito.
O segundo livro é O médico e o monstro, de Robert Louis Stevenson, um dos textos mais interessantes que já li, a narrativa de Stevenson é ágil e prende o leitor de forma surpreendente, assim como Mary Shelley a ideia veio de um pesadelo, mas o terror no livro ganha as características de um thriller de suspense e mistério muito bem elaborado, ao contrario de muitas releituras o monstro do livro não tem aspectos anômalos, sua monstruosidade está no na total falta de remorso e no prazer em fazer o mal, o mostro se cria a partir da vontade do médico Dr. Jekyll, honesto e virtuoso, que tenta, em suas experiências científicas, dividir sua face boa e sua natureza má e assim nasce o inescrupuloso e amoral Sr. Hyde capaz de realizar os desejos maléficos que o Dr. Jekyll deseja, mas não pode realizar. Todo o texto traz essa ambiguidade da dupla personalidade, a própria Londres é retratada assim de um lado uma cidade clara, bela, vitoriana, ao mesmo tempo em que abriga um lado sombrio, nebulosa, pobre e reduto para assassinatos.  E é disso que trata o livro da duplicidade, da ambiguidade e do embate entre o bem e o mal que reside em nós mesmos. É notório que Stevenson estava influenciado pelas teorias psicanalistas e dos estudos do inconsciente, o que o torna mais fantástico ainda já que ele transporta isso para livro de uma maneira tão simples e despretensiosa, criando um enigma que, como todo bom livro de mistério, só é resolvido no final.
O terceiro e ultimo livro desse volume é Drácula, o vampiro da noite, de Bram Stoker. Resenhar este clássico não é uma tarefa fácil, afinal ele inspirou e ainda inspira milhares de autores, produtores, diretores e etc. sua importância para a literatura de terror é inegável afinal Bram Stoker, não criou apenas uma história ele criou um mito e toda uma mitologia ao redor dele, tendo como base a história real do príncipe Vlad III, o empalador. Todo o texto é narrado a partir de diários, cartas e bilhetes o que pode parecer enfadonho para alguns, mas como já disse é um recurso que eu particularmente acho interessante, a obra começa quando o jovem Jonathan Harker, viaja à distante e pouco conhecida Transilvânia, para encontrar-se com um conde interessado em propriedades em Londres a partir daí o que temos é a experimentação de sensações de angustia e terror que tanto Jonathan quanto os demais personagens nos relata alias temos personagens incríveis como a noiva de Harker, Mina Murray, John Seward, Quincey Morris e é claro Dr. Abraham Van Helsing. O livro trata das experiências dessas pessoas que se deparam com uma maldição e a perseguição de um ser demoníaco e como tentam a todo custo, inclusive com alguns sacrifícios, se livra deste ser.  De uma maneira ou de outra ouvimos as impressões de todos os personagens, menos a de Drácula o que o torna mais ainda fascinante e assustador. Seu final também é incrível deixando ao leitor a opção de acreditar ou não.

Como viram optei por fazer uma resenha do volume como um todo e não de cada livro, pois acredito que uma maneira ou de outra cada um conhece um pouco das Histórias, o diferencial desta edição está justamente em manter o texto original sem desvirtua-lo e com boas traduções. Sem mais delongas a classificação ficou assim:




A capa é 10 a cor escura e a lua colocada na lombada teimando em estender sua pálida luz inebriada para os lados, sem falar daquele batedor com cara de leão te convidando a entrar se tiver coragem, representou muito bem o mistério e o terror que são característicos das obras.
O conteúdo é 10 não tem como ser diferente, é claro que houve narrativas mais ágeis, outra mais lenta e outra até enfadonha, mas estou analisando o volume como um todo afinal eles conseguiram colocar em um único volume três clássicos fantásticos sem desvirtua-los e mantendo a essência assustadora e misteriosa de cada um.
A Diagramação é 09 talvez o único problema do volume seja a letra que é muito pequenina e o espaçamento entre linhas que menos que o simples. Para quem gosta de ler a noite como eu fica muito complicado, pois deixa o leitor cansando, mas mesmo isso é perdoado pois entende-se que é a diminuição da letra era saída mais obvia para não deixar o volume grande demais.

Pois é espero que tenham gostado nos veremos novamente ainda esse mês na última semana.
Evoeh! E até a próxima!





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