29 de mai de 2012

Caça Autores: J.S. Dalmolin






"A vida é muito breve, muito rápida, não podemos perder tempo com medos ou inseguranças. Devemos correr atrás de nossos sonhos hoje, porque amanhã talvez já não tenhamos mais tempo", afirma a autora de Invasora.








J.S. Dalmolin
"Claro que ainda há um grande caminho para alcançarmos os países de primeiro mundo, onde a leitura faz parte do dia-a-dia de todos. Mas acredito que chegaremos lá".

Filha de agricultores, nascida em 1974, morou até os 14 anos no interior do estado de Santa Catarina e mudou-se para o Paraná em 1988. Sempre foi apaixonada pelo fantástico universo da ficção e os livros sempre fizeram parte de sua vida. Seguindo essa paixão cursou Letras, mas o sonho de escrever foi adiado. Somente aos 37 anos pode ver seu sonho realizado com a publicação do livro Invasora – a convocação. Este que é para se o primeiro livro da série.


Caçador - Quando li Invasora logo fiquei pensando sobre os conflitos entre as bruxas e vampiros. Quando pensou em escrever o livro, qual foi à primeira idéia para esses personagens?
J.S. Dalmolin - A primeira coisa que pensei foi em como os vampiros e bruxas eram tão diferentes, mas então me ocorreu que ambos exerciam o mesmo fascínio sobre a nossa imaginação. Então, por que não termos as bruxas e os vampiros juntos? Eu queria um casal que estivesse ligado pelo coração, mas que fosse totalmente adverso no restante de suas vidas e em suas escolhas.

Caçador – Como pensou na trama de Invasora inicialmente?
J.S. Dalmolin - Acho que não era para Ian e Sammy se apaixonarem tão rapidamente, mas se ele não estivesse totalmente apaixonado por ela, ele iria atrás dela no Desfiladeiro dos Ventos? Arriscaria sua existência imortal por alguém por quem não se importava tanto? Ele é um cara de bom coração, mas com muitas responsabilidades, ele teria que ter um bom motivo para protegê-la.
Então, a estória ganhou proporções um pouco diferentes do que as que eu tinha pensado no início. 

Caçador - Acha que sucessos como Harry Potter e Crepúsculo incentivaram os jovens a lerem mais? Eles podem se interessar mais por histórias como a que você escreveu?
J.S. Dalmolin - Acho que Harry Potter foi o grande precursor na literatura para jovens e adolescentes e, claro que após essas estórias os jovens estão lendo mais. Mas acredito que isto tenha ocorrido também porque os escritores começaram a escrever mais para esse público específico. Até antes de Harry Potter não havia essa gama imensa de livros para jovens e adolescentes, sem assuntos próprios para a sua idade os jovens não sentiam tanto interesse em ler.
Quanto a estória que escrevi, bem sempre fui apaixonada pelo mundo dos vampiros, bruxas, em fim, por seres com poderes especiais como os X-man. Ter a oportunidade de deixar esses seres fantásticos escaparem da minha imaginação e ganhar vida em livros, é maravilhoso. E, acho que obras como Harry Potter e Crepúsculo abriram portas, sem dúvida alguma, para esse estilo de escrita.

Caçador - Como vão os preparativos do segundo livro? Podemos esperar grandes revelações sobre a família de Sammy?
J.S. Dalmolin - A Estória já está toda esquematizada, quer dizer, sei o que vai acontecer a cada personagem, mas ainda estou fazendo algumas pesquisas para dar um pouco mais de embasamento às descobertas que eles farão durante a trama.
Com certeza a família de Sammy terá grandes revelações, mas como já mencionei em outros momentos, “nem tudo é o que parece ser”.


Caçador - Falando na Sammy, uma das grandes curiosidades dos leitores é saber aonde o autor buscou inspiração para o personagem principal. Pode nos contar sobre o processo de criação da personagem?
J.S. Dalmolin - Trabalho o dia inteiro com adolescentes e, na época em que eu estava escrevendo Invasora, tinha duas filhas adolescentes em casa. Ficou fácil observar as atitudes, medos e inseguranças deles. Mas os adolescentes muitas vezes não percebem que eles são capazes de decidir sozinhos, que eles são fortes e não tem medo do desconhecido como eles mesmos acreditam ter. Acho que eles apenas precisam ficar frente a frente com o problema para resolvê-lo e,  é isso que a Sammy faz. Mesmo ela sendo insegura e imatura ou, às vezes precipitada, ela sabe o que deve fazer. 

Caçador - O que leu quando criança? O que lê hoje? Influência de uma forma geral uma boa leitura?
J.S. Dalmolin - Quando criança adora ler contos de fadas e  as novelas de cavalaria, eu gostava do herói que salvava a mocinha frágil e desprotegida e de quebra ajudava os pobres e oprimidos.
Na adolescência adorava X-man, Liga da Justiça, em fim, tudo o que fosse ligado a super heróis. Nessa época também li Drácula e alguns contos sobre lobisomem e bruxas. O sobrenatural sempre me fascinou, principalmente os vampiros e as bruxas.
Atualmente divido minhas leituras entre os livros necessários para o trabalho e, a minha grande paixão que continua sendo os livros com estórias sobrenaturais. Li os livros da série Crepúsculo, Fallen, Hush Hush, estou acompanhando as séries Diários do Vampiro, Os Imortais, House of Night,  Academia de Vampiros, a série Red Kings, gosto da maneira de escrever de Dan Brown, e sou fã de Machado de Assis e Camilo Castelo Branco.
Ler sempre vai influenciar de alguma forma. Se sofri a influência de outros autores? Com toda a certeza. Pois sempre que lemos aprendemos coisas novas, por menores que elas sejam. A leitura, além de nos trazer entretenimento também traz muito conhecimento. 

Caçador - A Convocação é o primeiro livro da série e pelo modo como terminou parece que a sequência vai pegar fogo. Acha que pode pecar no segundo livro de alguma forma? 
J.S. Dalmolin - Já percebi muitos erros que cometi no primeiro livro. Estou tentando não cometê-los novamente, mas o risco sempre existe principalmente para quem tem pouca experiência como eu.

Caçador - Aqui no blog sempre gostamos de entrevistar os novos parceiros. Estamos muito felizes de estar lendo livros ótimos como o seu e isso sempre causa um grande impacto. Por esse motivo de ter um trabalho tão bom e bem divulgado, acha que pode chegar a dar uma entrevista para o Jô Soares no futuro?
J.S. Dalmolin - Não sei, (risos). É muito cedo  para pensar nisso. Nem tinha cogitado tal fato até você mencioná-lo, (risos).

Caçador - Como anda a literatura brasileira?  Ouve melhoras significativas?
J.S. Dalmolin - Sim, com certeza melhorou muito. A escrita, a forma de escrever dos autores se tornou mais leve e isso aumentou a procura dos jovens e adolescentes por obras nacionais. Claro que ainda há um grande caminho para alcançarmos os países de primeiro mundo, onde a leitura faz parte do dia-a-dia de todos. Mas acredito que chegaremos lá.

Caçador - Pessoas têm marcas e das mais variáveis. Qual é a sua?
J.S. Dalmolin - A minha marca? Humm... Acho que é não deixar para amanhã o que se pode fazer hoje.  A vida é muito breve, muito rápida, não podemos perder tempo com medos ou inseguranças. Devemos correr atrás de nossos sonhos hoje, porque amanhã talvez já não tenhamos mais tempo.


Uma das entrevistas mais legais que já fiz.
A autora tem o espirito jovem =D
Curtiram?
Comentem!
Até semana que vem.
;)




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