6 de mar de 2012

Um Mundo Brilhante (T. Greenwood) @Novo_Conceito


Editora Novo Conceito
Páginas: 336
ISBN: 9788563219411

Classificação:

Capa: 10
Conteúdo: 9,0
Diagramação: 9,0

Sinopse: Quando o professor Ben Bailey sai de casa para pegar o jornal e apreciar a primeira neve do ano, ele encontra um jovem caído e testemunha os últimos instantes de sua vida. Ao conhecer a irmã do rapaz, Ben se convence de que ele foi vítima de um crime de ódio e se propõe a ajudá-la a provar que se tratou de um assassinato. Sem perceber, Ben inicia uma jornada que o leva a descobrir quem realmente é, e o que deseja da vida. Seu futuro, cuidadosamente traçado, torna-se incerto, pois ele passa a questionar tudo à sua volta, desde o emprego como professor de História, até o relacionamento com sua noiva. Quando a conheceu, Ben tinha ficado impressionado com seu otimismo e sua autoconfiança. Com o tempo, porém, ela apenas reforçava nele a sensação de solidão que o fazia relembrar sua infância problemática. Essa procura pelas respostas o deixará dividido entre a responsabilidade e a felicidade, entre seu futuro há muito planejado e as escolhas que podem libertá-lo da delicada teia de mentiras que ele construiu. Esta, enfim, é uma história fascinante sobre o que devemos às pessoas, o que devemos a nós mesmos e o preço das decisões que tomamos.

Confesso que, mesmo querendo muito ler Um Mundo Brilhante, eu não tinha ainda procurado saber muito sobre o livro. A única coisa que eu sabia, por causa de outras resenhas e vídeos que já tinha visto, é que ele tinha uma capa muito... Brilhante. Kkkk. Então, comecei a ler o livro com uma mente aberta, afinal tudo sobre ele era uma descoberta, e o que eu descobri foi:
Ben, o personagem principal, é uma pessoa insuportável. Eu sei que muitos já leram outras resenhas elogiando demais o personagem, eu mesmo já li algumas, mas a meu ver, Ben é mais passivo que uma esponja-do-mar. No livro todo, só o que vemos é Ben sendo jogado de um lado pro outro, sem nunca decidir coisa nenhuma, sempre querendo muito e fazendo pouco (ou nada). E isso é extremamente irritante. Mas antes, me deixem fazer um pequeno resumo: Ben era um homem mediano que vivia sua vida mediana e cheia de traumas, até que um dia algo extraordinário acontece, e isso – não direi o que é por causa dos spoilers – acaba (supostamente) tirando Ben dessa letargia, em que vivia e fazendo com que o mesmo  se questione sobre o rumo que sua vida levou.
Sim, essa premissa é bem interessante, e enquanto vemos os questionamentos dele, também paramos para rever certos conceitos sobre nós mesmos. Só que, no caso do Ben, ele não faz nada – sério, ele NÃO FAZ NADA mesmo – para mudar essa situação! Ele sempre se deixa levar pelos outros, e nunca o vemos tomar uma decisão sobre a vida dele mesmo! Sei que para os fãs do Benny, ele é uma pessoa altamente altruísta, e realmente, às vezes a vida não nos deixa muitas escolhas, mas acho que no caso dele, faltou um pouco mais de atitude.
Já deu pra vocês perceberem que eu odiei o Ben, né? Então tá, agora vamos falar de outros assuntos. Em termos de narrativa, a autora mandou muito bem, mesmo que seja pra nos fazer entrar na mente danificada e tortuosa do Ben. A história toda é contada em capítulos curtos, o que estimula a leitura, e esse é outro ponto positivo. Gosto muito também do formato que a história tem, usando referências bem atuais e reais, o que nós faz acreditar na verossimilhança (aprendi essa palavra essa semana \o/) dos acontecimentos. Enfim, a história em si é boa, mas não é nenhum thriller de ação ou romance açucarado. Eu, particularmente, acho a coisa toda muito similar ao livro A Cabana, mas não sei se mais alguém achou isso.
Antes de terminar, gostaria de dividir com vocês uns quotes bem legais que achei durante a minha leitura, e que de certa forma resumem toda a trama:

“Ben podia ouvir o barulho da máquina que tirava neve das ruas se aproximando. Em alguns minutos elas passariam por ali também, apagando a evidência de que um homem havia começado a morrer naquele local” Página 17

“Ben pensou em acordar no trailer de Shadi, pensou na maciez dos cobertores dela sobre a pele nua de seu corpo(...)Felicidade. Aquela fora a última vez que se sentira feliz, a última vez em que sentira a promessa de que uma vida estava para começar.” Página 171

“ – Você não acha que Ricky merece justiça?
Lucky riu e balançou a cabeça
- Você não entende, não é? Não existe esse negócio de justiça” Página 178

“Em casa naquela tarde, Ben foi para o seu quarto e se deitou na cama. Ele olhou em volta, olhou para suas coisas(...)Alguma daquelas coisas pertencia a ele? Se Dusty podia desaparecer, será que todo o resto não poderia também?” Página 218

Agora vamos ver a classificação:

A Capa = 10. 
Além de ser linda e brilhante (haha, não me canso) ela também retrata Ben, a neve de Flagstaff e a solidão que ele sente. Algumas pessoas dizem que se trata de Ricky, mas acho que isso é livre interpretação.

O Conteúdo = 9. 
Sim, como já disse, a história é boa, mas é meio genérica demais. 
Gostei do final, mesmo ele não sendo feliz, como o próprio Frank disse, era a coisa certa a se fazer.

E a Diagramação = 9.
Não vejo porque dar uma nota maior, já que a Novo Conceito parece que se esforça pra não fazer nada de especial no desgin de início dos capítulos de seus livros. 
A coisa toda é muito padronizada, mas uns pontos positivos seriam as páginas bem grossas e o desenho que separa as “partes” ou “mundos” na história. Só lendo mesmo pra entender xD



10 comentários:

Moana Oliveira disse...

Já li esse livro, já postei a resenha, e confesso que antes de começar a ler achava que se tratava de outro tipo de livro, mas me enganei, fiquei surpresa com a história do Ben, não gostei de algumas atitudes dele, mas depois ele deu um jeito de organizar as coisas que ele tinha feito de errado. O livro é bom, mas não faz muito o meu estilo, mesmo assim adorei!

Bianca =) disse...

A capa é linda, chama atenção de qualquer pessoa a comprar ^^
Não li o livro ainda, mas ele esta aqui e estou ansiosa para ler.
Sua resenha ficou muito bacana ^^
Pelo que que eu li ele é irritante aff, estou cansada de personagens assim. Espero que não seja pior que a Julieta de Julieta Imortal rs

Bianca
Um Universo Fantástico

Luana Melo disse...

Poxa...
Esse bem deve ser bem insuportável não?
Não li ainda o meu, mas vamos ver que conclusões eu tirarei...
Boa resenha!
Até Mais*

http://luahmelo.blogspot.com

Ka Alencar disse...

Acho que vou gostar desse livro.. Li opiniões contra e a favor, mas não desisti dele ainda.. rsrs
Ótima resenha
beijos

@K_Alencar
http://achoquecresci.blogspot.com

Agda disse...

Ismael ri da sua resenha principalmente no " é mais passivo que uma esponja-do-mar" kkkkkkkk muito bom.
Olha tenho raiva de personagens que nunca tomam atitude nenhuma ¬¬ isso corta o clima e muito.
Tinha muitas expectativas pelo livro e agora fiquei com um pé atrás rsrs.Quero ler ele mas não é uma prioridade no momento, e realmente ele tem uma capa divina.
Ismael garoto parabéns pela sinceridade nem todos tem coragem ^_^

@Agda01

Michelly Melo disse...

Wow, toda vez que eu leio uma resenha sobre esse livro, eu lembro que estou doida para ler :/ rs. Adorei a sua resenha!

Beijos

Nadja disse...

Quero ler este livro!!!! :):):):)

Lilian Sinfronio disse...

Eu me divirto tanto com as suas resenhas Ismael rsrsrs
Tenho tambem lido resenhas positivas, negativas e mistas sobre esse livro. To louca pra ler e ter a minha opinão tb, afinal esse negocio de tirar conclusão pela impressão dos outros não dá.

Eu ri mmuito da verossimilhança tb ^^
Beijo.

Jordana Broering disse...

Achei interessante a sua resenha. Entretanto não me atrai muito a história. A capa é muito linda.

Beijinhos
@Jordanabroering

Vivi disse...

Já não sei se penso bem ou mal deste livro, as resenhas são diversas e vou ter mesmo que tirar minhas próprias conclusões ao ler rsss.

Beijocas

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