2 de jan de 2012

Resenha: O Filho Eterno (Cristovão Tezza)

Ed. Best Bolso (Vira-Vira)
ISBN: 978-85-7799-339-0
192 Páginas

Classificação:
Capa: 8.0
Conteúdo: 10
Diagramação: 6.0

Sinopse: Tezza expõe as dificuldades, inúmeras, e as saborosas pequenas vitórias de criar um filho com síndrome de Down. Aproveita as questões que aparecem pelo caminho nestes 26 anos de seu filho Felipe para reordenar sua própria vida: a experimentação da vida em comunidade quando adolescente, a vida como ilegal na Alemanha para ganhar dinheiro, as dificuldades de escritor com trinta e poucos anos e alguns livros na gaveta, a pretensa estabilidade com o cargo de professor em universidade pública.


Boa Noite Caçadores!
É com imenso prazer, que faço minha estréia na equipe. 
Estou muito feliz em poder compartilhar com vocês as minhas impressões sobre o que amo tanto fazer, que é ler. Vamos lá?


Minha expectativa de leitura desse livro era gigantesca. Há quase – ou mais de- um ano que conheci a obra e marquei como (muito) desejada. 

Tezza ganhou o Prêmio Jabuti e o livro até virou leitura obrigatória em vestibular, e a sensação que ficou é que só eu não conhecia esse livro maravilhoso de que, todos os que possuem o mesmo gosto literário, amaram e eram só elogios.

O autor me encantou isso é um fato. Com sua forma densa de escrever e cheia de ricas referências literárias. Ele é duro, às vezes cruel, mas viciante. Não é dos livros que se lê em um dia, apesar das poucas páginas, mas é daqueles que não se esquece facilmente.

Com uma narrativa em terceira pessoa ele começa a nos falar da sua vida aos 28 anos, quando era um escritor – medíocre- tentando sobreviver de sua profissão, um marido sustentado desde o início de seu casamento. Quatro anos após o começo de sua vida conjugal a esposa espera o primeiro filho, é um grande motivo de comemoração.

E aí começa o que o autor traduz como a manhã mais brutal da sua vida, algo como um soco de realidade, que o tira de sua solidão e normalidade. Seu filho tem trissomia do cromossomo 21, Síndrome de Down ou – como ele vai aprender a odiar chamar ou que chamem – Mongolismo. O autor nos conta a história da descoberta da doença, dos erros e preconceitos associados a essa anomalia genética que está presente em casa célula do seu filho primogênito.

Estão hospedados num enorme apartamento na Brigadeiro Luís Antônio de uns amigos distantes, e ontem à noite ele bebeu mais do que devia, até tarde, conversando com um deles, um jovem alcoólatra [...]- o jovem, que jamais concluiria o segundo grau, lhe diz enrolando a língua: Você é tão inteligente, e não conseguiu nem fazer um filho direito. Ele ouve uma risada, que ainda faz eco. (Página 61)

Não é uma vida fácil de adequar no começo dos anos 1980, mas eles irão buscar o que é possível ser feito para o desenvolvimento do seu filho. Uma parte da narrativa que me emocionou e chocou foi quando o bebê é levado para um centro de tratamento e o pai se depara com outras crianças especiais, um retrato do que será seu filho, com suas limitações e aparência, destituindo completamente a família da ilusão de que as alterações poderiam ser mudadas com o crescimento da criança.

Não tem como gostar de um pai que se refugia na esperança de uma morte prematura do seu filho para continuar a encarar a realidade, na verdade, muitas vezes ele me fez odiá-lo. É um livro que nos faz pensar o tempo todo: E se fosse eu? E se fosse o meu filho a ter a Síndrome, meus sentimentos seriam diferentes?  

Amei a leitura e recomendo para aqueles que querem fortes emoções e uma reflexão sobre o comportamento do outro, que poderia ser o seu.

A classificação?

A capa é 8.0, pois apesar de gostar da estrutura geral  acredito que o livro merecia um lindo trabalho.
O conteúdo e 10, já que não poderia ser diferente. É uma linda história, merece ser lida.
A diagramação é 6.0, pois apesar de ser um livro de bolso, da coleção vira-vira da saraiva, ele poderia ter um trabalho mais bem acabado. As folhas são brancas e as páginas tão finas que a tinta do verso da página atrapalha a leitura em alguns momentos.



Espero os comentários de vocês, ok?!
Beijos =*






9 comentários:

João disse...

Interessante esse livro.
Parabéns por ser uma caçadora e também pela escolha da resenha.
Abs,

Jonas disse...

Seja bem-vinda!
Parabéns pela resenha.

Caçadora de Livros disse...

Parabéns pela dica flor.
Não conhecia o livro, mas por ser um livro forte, já me animou.
Mas, suas impressões foram ótimas.
bjs ;D

Livros e Versos disse...

Oi, Lilian....parabéns pela estréia...e que seja bem vinda ao time das caçadoras...=) eu ñ conhecia esse livro...e gostei da sinopse...sua resenha me deixou com vontade de ler,...gosto de livros com temas fortes....começou muito bem..blor ^ ^

bjissss

Mireliinha disse...

Hey \o/ Seja bem vinda! :D

Adorei sua dica, viu?! Não conhecia e já anotei por aqui! :D

:*
Mi
Inteiramente Diva

Lilian Sinfronio disse...

Gente, obrigada pela recepção calorosa e pelos comentários :)

Vcs são uns amores, e que bom que gostaram da resenha.
Beijos

Juli disse...

Oi, Lilian.
Parabéns pela estréia.
Pelo menos pra mim não é tão fácil escrever e você conseguiu fazer isso maravilhosamente bem.
Grande beijo.

Lucas Martins disse...

Confesso que não me chamou muita atenção não...
A história não me deu vontade de ler... Mas fico feliz que você tenha gostado!
Seja bem vida!
bjs!

Jordana Broering disse...

A história desse livro é muito emocionante. è uma verdadeira lição de vida.

Beijinhos

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