13 de out de 2011

#07 Caça Autores: Regina Berlim

Olá Caçadores!
Hoje mais uma edição do Caça Autores!
Vamos começar?
A entrevista de hoje é com a autora: Regina Berlim, autora de A Passarinha, livro publicado pela Ed. Peirópolis.



                      Quem é Regina Berlim?
RB - Regina Berlim é muitas coisas. Mãe, esposa, profissional, tradutora. É direta e tem um senso de humor particular. Adora viajar sem pressa, andar nas ruas, ter tempo nas mãos e dormir depois do almoço, mas nem sempre consegue. Considera-se uma escritora bissexta – uma espécie de lado B. E acha muito esquisito falar de si em geral, e na terceira pessoa em particular!

 Quem te iniciou na literatura?
RB- Minha mãe sempre leu muitas histórias para mim e meu irmão. Quando pequena, escrevia minhas próprias histórias e poemas o tempo todo e em todo lugar. Parei de escrever na adolescência e só fui retomar muito mais tarde, já adulta.

Como surgiu a ideia de escrever livros?
RB - Não houve uma decisão de escrever livros propriamente dita. Escrevi duas histórias que acabaram virando livros, mas podia não ter acontecido. Como falei na resposta à primeira pergunta, meu lado B tem vida e tempo próprios.

Quando surgiu a ideia do livro Passarinha?
RB - A Passarinha já surgiu uma história, uma necessidade de colocar no papel o que estava sentindo e imaginando. Depois de muito tempo é que veio a ideia de transformá-la em livro.

Como foi a luta pela publicação de Passarinha?
RB - Mostrei a história para a Renata, dona da Editora Peirópolis. Ela gostou e transformou em um projeto para publicação. A ‘luta’, se é que se possa chamar assim, foi comigo mesma, pois não tinha certeza de estar pronta para colocar a Passarinha para o mundo.

Através das suas experiências, o autor iniciante possui quais desvantagens?  E quais vantagens?
RB - Acredito que o autor iniciante tenha maior liberdade, pois há expectativa ‘zero’ do público e das editoras. Se o livro der certo, ótimo; se não, fora lidar com a própria frustração, há pouco a perder. Por outro lado, é muito mais difícil conseguir espaço nas editoras, na mídia e nas livrarias. Acaba sendo um círculo vicioso difícil de ser quebrado. Mas é possível e há espaço. Muitas editoras buscam a novidade e apostam em novos autores. Ter uma boa história é fundamental, e uma pitada de sorte também ajuda muito.

Deseja falar algo para os leitores da Caçadora de Livros? Novos projetos? Eventos que vai participar?
RB - No momento, não tenho novos projetos literários. Mas colocar a Passarinha na rua foi importante para me dar ‘espaço interno’. Agora é esperar pela nova ‘gestação’.

·Algum pensamento ou frase de efeito?
RB - Sempre me perguntam para qual idade é a história – isso tanto para a Passarinha como para Jonas e as Cores, meu primeiro livro. Acho a pergunta pertinente para alguns livros infantis, mas certamente não para outros – e incluo os meus nesse último caso.
Cada história deve ser lida e entendida de acordo com o que o leitor é capaz de perceber em diferentes momentos. Meus livros preferidos – ‘adultos’ – são relidos em diferentes momentos da minha vida e percebidos de novas maneiras, refletindo o que posso e preciso em cada momento.
Espero que a Passarinha também seja entendida assim, e que possamos criar uma nova geração de leitores capazes de revisitar histórias e buscar novos entendimentos sobre si mesmos por meio dos livros. 

Gostaram?
Então comentem! =D
Beijos =*


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